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Caminhoneiro

Falta de caminhoneiros aperta transportadoras, mas salário ainda pesa na decisão de quem vive da estrada

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Falta de caminhoneiros aperta transportadoras, mas salário ainda pesa na decisão de quem vive da estrada
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Está faltando caminhoneiro para ocupar as cabines no Brasil. Uma pesquisa da NTC&Logística apontou que 88% das empresas do setor enfrentam dificuldade para contratar motoristas ou agregados, com casos de caminhões ficando parados por falta de profissionais.

O problema não apareceu de uma hora para outra. A idade dos profissionais vem aumentando, enquanto jovens demonstram menos interesse em seguir uma profissão marcada por longos períodos fora de casa, riscos na estrada e uma rotina que nem sempre compensa financeiramente.

E é justamente o pagamento que começa a ganhar mais espaço nessa discussão. Em agosto, uma análise publicada pela Transporte Mundial apontou a valorização do motorista e melhores condições de trabalho entre os caminhos defendidos para tentar reduzir a falta de profissionais.

Na tabela usada pela ANTT para calcular os custos do piso mínimo de frete, a referência salarial de julho de 2026 varia de R$ 2.625,22 a R$ 3.547,68, dependendo da quantidade de eixos da composição. Esses valores fazem parte da metodologia de custos da agência e não significam que todos os caminhoneiros empregados recebam exatamente esses salários.

Em janeiro, essa mesma referência estava entre R$ 2.535,47 e R$ 3.426,38. Houve reajuste ao longo do ano, mas a discussão dentro do setor vai além do salário-base: entram na conta tempo longe da família, jornadas, segurança, estrutura das estradas e responsabilidade de conduzir cargas de alto valor.

Enquanto empresas dizem ter dificuldade para preencher vagas, a profissão tenta recuperar a atratividade de outros tempos. Para quem está pensando em assumir um caminhão e passar dias ou semanas rodando pelo país, o valor recebido continua sendo uma das contas colocadas na ponta do lápis.

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Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.