
Foto: Scania Divulgação
Os caras-chatas, ou melhor, os caminhões de cabines avançadas, iniciaram no mercado timidamente. A FNM (FêNêMê) foi uma das primeiras marcas que apostaram no modelo e mesmo assim, gerava desconfiança pela falta de segurança e também pelo desconforto, face ao calor que o motor emitia, pois ela praticamente ficava instalada dentro da boleia.
Por esse e outros empecilhos é que os caminhoneiros preferiram durante muitos anos os famosos “focinhudos”, com o motor na frente. Ele transmitia a sensação de segurança ao motorista. Em caso de colisão frontal, o motor funcionava como um escudo, além de eliminar o calor elevado dentro da cabine e que roubava espaço dos ocupantes.
Atualmente, a preferência tem outro sentido. Essa tendência está mudando, pois em épocas de ganhos operacionais, com maior racionalização e otimização, as empresas transportadoras, pelo seu volume de compras, são as quem decidem o formato do caminhão e desta forma, optam por caras-chatas, devido ao ganho de carga.
Quanto ao comprimento do veículo, a legislação brasileira segue o modelo europeu, que é bem distinto do modelo americano. Nos EUA – Estados Unidos da América, por exemplo, a limitação de tamanho, refere-se somente às carretas, enquanto o cavalo-mecânico (caminhão) tem o comprimento ilimitado. O caminhoneiro norte-americano parece realmente que viaja em um trailer, tal o grande espaço que ele tem dentro da cabine.
No Brasil, nossa legislação permite que os veículos tenham no máximo 18,15 metros. Essa medição começa no pára-choque frontal do cavalo-mecânico e vai até o final da carreta. Isso impede que tenhamos modelos de caminhões muito grandes, iguais aos do Estados Unidos, mas não impede o luxo, a modernização e a tecnologia empregada.
O gerente de Marketing de Caminhões da Mercedes-Benz, Eustáquio Sirolli, acredita que no passado o cara-chata não pegavam porque a manutenção era difícil. Tinha que praticamente desmontar a cabine para tirar o motor. Fora que esquentava muito. E o bicudo não. Era só abrir o capô, que ficava fora. Hoje, com materiais isolantes e termos-acústicos, que eliminam barulho e o aquecimento, além da cabine basculante, os problemas terminaram. E com a entrada dos elétricos (caminhões movidos por baterias) a tendência mundial ao cara-chata deve permanecer.
Na década de 70 a Scania foi a montadora que começou a tentar mudar o preconceito contra o cara-chata. Ela tinha o produto, chamado de linha R, mas não conseguia vendê-lo, por isso montou uma caravana e saiu rodando pelas estradas brasileiras, permitindo que nos postos de combustíveis, os carreteiros pudessem fazer um test-drive.
Conforme explica Emerson Camargo, diretor de vendas de veículos da Scania no Brasil, com o passar dos anos vimos a preferência de nossos clientes por caminhões com cabina com capô irem gradativamente migrando para cabina cara-chata, pois permite o transporte de maior volume de carga dentro dos limites legais, com a mesma segurança que a outra. Ratifica Emerson que desde 2005 a Scania do Brasil não produz mais caminhões T (bicudo).
Redação – Brasil do Trecho
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