
Foto: Reprodução da internet
Eles já foram considerados como sendo um grande projeto para solucionar o problema do transporte público.
Mas o que será que aconteceu e por que estão cada vez mais escassos
Os ônibus bi-articulados sempre atraíram a atenção pelo seu design característico com “sanfonas” que ligam uma parte a outra e por seu enorme tamanho. Eles ofereciam uma boa alternativa para o transporte público, podendo carregar um número bem maior de passageiros do que em um ônibus normal.
Mas o que está acontecendo com eles e por que estão cada vez mais escassos? O começo da implantação desses modelos de ônibus no mundo não foi fácil e no Brasil, a história se repetia. Parecia que tudo daria certo e o que eles ofereciam, seria uma nova proposta mais rápida de transportar um número bem maior de passageiros, atraindo um novo público que antes utilizavam seus carros para ir e voltar do trabalho.
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A ideia seria tornar o transporte mais sustentável, do que ter vários veículos circulando diariamente com poucos ocupantes. No início até começou a dar certo realmente, recebendo elogios da população, pois conseguiam chegar mais rapidamente em seus locais de trabalho, abrangendo regiões que antes só existiam por transportes alternativos de Vans e Kombis.
O primeiro modelo foi apresentado na Alemanha, cerca de dez anos antes de chegar ao Brasil. Nesse ano de 1981, A Mercedes Benz lançou um modelo articulado que rodaria em pistas específicas e destinadas somente para ele, porém o projeto foi abandonado pouco tempo depois.
Outras tentativas de bi-articulados surgiram na Europa e na Ásia, de 1982 a 1984, com sistema 8×4 e vinte e quatro metros de comprimento, tendo marcas como a Renault, Scania, Volvo etc. Porém, a primeira cidade do mundo a implantar um corredor próprio para esses tipos de ônibus ocorreu justamente no Brasil, em Curitiba, sendo o famoso BRT – Bus Rapid Transit.
Um novo modelo Volvo de ônibus bi-articulado, foi testado em 1992. Ele tinha capacidade para transportar até 270 passageiros e seu chassi permitia carrocerias de até 25 metros de comprimento. Tinha até motor turbo de 286 cv, freios ABS e caixa automática importada da Alemanha, freio retarder e programador eletrônico. Esse modelo foi citado nas principais mídias do mundo inteiro.
Já na Europa, a empresa belga Van Hall, lançava um novo modelo, com mecânica DAF e motor turbo de 290 cv e 25 metros de comprimento, porém só teria uma utilização maior após o ano 2000 em uma nova versão. Essa tentativa de emplacar o ônibus bi-articulado foi seguida também por outra empresa, como a holandesa VDL, que vinha com um cockpit central, propulsão híbrida diesel elétrica ou gás elétrica, sem rodado duplo e com rodas esterçando e facilitando as manobras.
Nenhum desses modelos na Europa, tiveram a mesma aceitação que o modelo da Volvo teve no Brasil. A vantagem do modelo bi-articulado e que poderia variar de 24 a 28 metros de comprimento, permitindo transportar mais que o dobro de passageiros que um ônibus normal.
Mas o que fez com que esse modelo começasse a declinar
Um ônibus desse porte, faz com que a manutenção seja bem mais cara para mantê-lo, além de uma infraestrutura que permita a manobrabilidade em todo o percurso, tendo que ter a construção de corredores específicos para permitir que isso ocorra.
Na maior parte do mundo, os articulados atuam em linhas troncais, abastecendo determinadas localidades que possuem ônibus menores. Nas décadas seguintes, a ideia saiu de Curitiba para outros estados do Brasil e o modelo foi multiplicado. Desta forma, os bi-articulados cumpriram sua tarefa até o início de 2000.
Porém, face ao problema de infraestrutura que esse tipo de transporte exigia, eles aos poucos começaram a perder popularidade. Muitas cidades passaram a optar por veículos movidos por trilhos e que conseguem transportar até mais passageiros que os bi-articulados, como metrôs e bondes. A volvo ainda viria a lançar chassis de até 30 metros de comprimento e posteriormente a Scania. Em 2022 completou 30 anos do primeiro transporte desse tipo de ônibus no Brasil, em Curitiba.
Devido à outras tecnologias mais sustentáveis e eficientes é provável que em breve, os bi-articulados movidos a diesel não sejam mais produzidos e comercializados.
Redação – Brasil do Trecho
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