Caminhoneiros em protesto. Foto: reprodução
Na manhã desta quarta-feira (4), caminhoneiros realizaram um protesto na Avenida 28 de Março, em Campos dos Goytacazes (RJ), contra a retomada da proibição de circulação de veículos com mais de quatro eixos nas vias urbanas da cidade. A medida, que voltou a valer na segunda-feira (2), tem como objetivo preservar o pavimento e melhorar o tráfego após congestionamentos recentes causados por carretas quebradas.
A decisão da Prefeitura ocorre em meio ao atraso nas obras da RJ-238 (Estrada dos Ceramistas), principal via de acesso ao Porto do Açu. A interdição da rodovia obriga caminhoneiros a trafegar por vias urbanas, aumentando o desgaste da malha viária. Os motoristas alegam que não existem rotas alternativas viáveis e cobram soluções imediatas do poder público.
Cartazes fixados nos caminhões expressavam a revolta dos manifestantes, com frases como “Somos de Campos e queremos nossos direitos!” e “Pagamos nossos impostos!”. A Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal estiveram no local para garantir a ordem e dialogar com os manifestantes.
O prefeito Wladimir Garotinho responsabilizou o Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro (DER-RJ) pelo impasse, afirmando que os acordos de manutenção da estrada não foram cumpridos. A Prefeitura justifica que a medida visa evitar riscos à segurança da população e preservar as vias, amparando-se no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que confere aos municípios o poder de regulamentar o tráfego em suas vias.
A RJ-238 está fechada desde janeiro de 2025. Embora tenha sido reaberta brevemente em agosto de 2024, voltou a ser interditada no final do ano por conta das obras de requalificação. A ausência de liberação parcial, por meio do sistema “pare e siga”, tem sido alvo de críticas.
Em nota, o DER-RJ afirmou que a base do novo pavimento ainda está em fase de cura, impedindo o tráfego pesado por risco de danos estruturais. A autarquia prometeu liberar a via até o final de junho, desde que a empresa responsável conclua os ajustes técnicos necessários. Também reiterou respeito à autonomia do município, mas cobrou diálogo prévio em decisões que afetam a logística regional e o funcionamento do Porto do Açu.
Enquanto o impasse continua, caminhoneiros e empresas da região enfrentam dificuldades no transporte de mercadorias e insumos, com impacto direto na economia local e no escoamento de cargas para o Porto do Açu, um dos principais polos logísticos do país.
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