
Fluxo das rodovias continua normal, mesmo após a ameaça de greve
O protesto marcado para o dia 4 de dezembro, com motoristas parando estradas por mudanças, não vingou. O próprio Chicão Caminhoneiro admitiu isso em público. Ele diz que a razão é simples: poucas pessoas entraram na jogada, além disso houve traição por dentro.
Chicão, junto com outros chefes, entregou o pedido de greve às autoridades, contando inclusive com um ex-magistrado que saiu num vídeo ao seu lado. Previam um levante em todo o país, onde caminhoneiros bloqueavam estradas.
Só que, nos dados combinados, as estradas estavam como sempre. Sem interdições, sem engarrafamentos, nem gritaria. Quem tinha de viajar, seguiu em frente. Quem levava mercadorias, não deixou o destino. Na realidade, a greve não rolou.
A frustração pegou duro nos motoristas que tinham fé na paralisação. Grupos do setor e áreas ligadas à atividade pesaram no racha por dentro. Uns queriam com tudo a favor, outros simplesmente queriam sair.
Além das declarações de estabilidade nos acordos, havia também atualizações das regras de frete, transferência diferenciada e mais direitos no serviço. Contudo, graças à falta de mobilização e apoio coletivo, tudo ficou parado.
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