
Carro com cilindros de GNVFoto: Reprodução da internet
O uso de Gás Natural Veicular (GNV) é uma realidade consolidada no Rio de Janeiro, onde boa parte da frota de carros de passeio e, principalmente, de veículos de transporte por aplicativo, táxis e frotistas adotou o combustível como alternativa à gasolina e ao etanol. A popularização do GNV no estado não é recente e tem explicações econômicas e logísticas.
Um dos principais fatores que impulsionam essa escolha é o custo-benefício. O GNV é significativamente mais barato por quilômetro rodado em comparação aos combustíveis líquidos. Com a alta recorrente no preço da gasolina, o GNV se torna uma opção atrativa para motoristas que rodam grandes distâncias diariamente. Em muitos casos, o custo por quilômetro pode ser até 60% menor com gás natural, o que representa uma economia considerável no fim do mês.
Outro ponto que favorece o uso do GNV no estado é a política de incentivos fiscais adotada pelo governo fluminense. Desde os anos 2000, o Rio de Janeiro oferece isenção parcial ou total do IPVA para veículos convertidos ao GNV, o que serve como estímulo direto para motoristas que optam pela conversão. Além disso, o estado conta com uma das maiores redes de abastecimento de GNV do país, com postos espalhados por toda a Região Metropolitana, o que garante praticidade e segurança para quem depende desse tipo de combustível.
A disponibilidade do gás no Rio também está ligada à infraestrutura de distribuição. O estado é atendido pela malha da Petrobras e de empresas concessionárias, como a Naturgy, que operam a distribuição do gás natural canalizado. Essa estrutura consolidada facilita o fornecimento e garante uma oferta estável.
Apesar das vantagens, a conversão para GNV exige investimento inicial que pode ultrapassar os R$ 5 mil, dependendo do kit e do sistema escolhido. Ainda assim, para motoristas que rodam mais de 100 km por dia, o retorno financeiro costuma ocorrer em menos de um ano.
Combinando economia, incentivos fiscais e ampla oferta, o Rio de Janeiro se tornou referência no uso de GNV no Brasil. A escolha, que em outros estados ainda é pontual, no Rio se transformou em hábito e, para muitos profissionais do volante, em necessidade.
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