
Preços absurdo dos produtos na beira da estrada. Foto: reprodução
Viajar pelas estradas brasileiras não pesa apenas pelo custo do diesel e da manutenção dos veículos. Quem depende de paradas em postos e pontos de venda à beira da estrada também enfrenta um desafio extra: os preços inflacionados de alimentos e produtos básicos.
De acordo com relatos de caminhoneiros, itens como água mineral, refrigerantes, lanches rápidos e até produtos de higiene pessoal podem custar em média 30% mais caro quando comparados aos valores praticados em mercados das cidades. Um simples lanche chega a dobrar de preço, enquanto produtos como sabão em pó ou desodorante ultrapassam facilmente o valor do varejo comum.
Impacto direto no orçamento
Com jornadas longas e muitas vezes sem tempo para procurar alternativas, os caminhoneiros acabam reféns desses preços elevados. “A gente já sofre com o diesel caro, pedágio e manutenção do caminhão. Quando para na estrada, tudo é mais caro. No fim, sobra quase nada do frete”, desabafa um motorista de rota interestadual.
Reflexo no custo do frete
Especialistas alertam que esses gastos, somados aos altos custos de operação, acabam pesando não só para os caminhoneiros, mas também para toda a cadeia de transporte. “O caminhoneiro gasta mais para se manter na estrada, e isso reflete no preço final do frete e, consequentemente, no valor dos produtos que chegam à mesa do consumidor”, explica um consultor do setor.
Enquanto o problema persiste, muitos motoristas tentam alternativas: carregar mantimentos de casa ou se organizar para fazer refeições em cidades maiores, onde o preço é mais justo. Mas, em viagens longas, essa nem sempre é uma opção viável.
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