Pular para o conteudo
Caminhoneiro

Contratação de caminhoneiros perde força e queda chega a 16,1%

2 minutos de leitura
Contratação de caminhoneiros perde força e queda chega a 16,1%
Publicidade

A contratação de caminhoneiros perdeu força no Brasil depois de atingir o maior número do ano em março. Entre março e junho de 2026, a quantidade de admissões caiu 16,1%, passando de 60.286 para 50.572 registros.

O ano começou com 46.796 contratações em janeiro. Fevereiro apresentou uma alta de 5,1% e chegou a 49.166 admissões. O movimento ganhou força em março, quando o total saltou 22,6% e alcançou o pico do primeiro semestre.

A mudança apareceu em abril. Foram registrados 59.818 novos contratos, uma redução pequena de 0,8% na comparação com março. Mesmo sem uma queda forte naquele momento, o resultado interrompeu a sequência de crescimento observada nos dois meses anteriores.

Em maio, a redução ficou mais pesada. As admissões caíram para 51.923, o que representa um recuo de 13,2% em apenas um mês. Junho manteve a contratação em baixa, com mais uma diminuição de 2,6%.

Apesar da perda de ritmo, junho ainda terminou com mais admissões do que janeiro. A diferença foi de 3.776 contratos, uma alta de 8,1% entre o primeiro e o último mês analisado.

De janeiro a junho, empresas brasileiras realizaram 318.561 contratações de motoristas de caminhão. No mesmo período, foram registrados 295.097 desligamentos. A diferença deixou um saldo positivo de 23.464 empregos formais para a categoria.

Os números foram levantados no Painel de Informações do Novo Caged, mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego. A consulta considera a ocupação “motorista de caminhão em rotas regionais e internacionais”, identificada pelo código CBO 7825-10.

O termo “desligamento” não indica apenas demissão feita pela empresa. O dado também reúne pedidos de demissão e outras formas de encerramento do contrato. As estatísticas representam movimentações trabalhistas e não pessoas únicas, já que um mesmo profissional pode ser contratado mais de uma vez.

O levantamento cobre somente empregos com carteira assinada. Caminhoneiros autônomos não aparecem nessa conta. Junho é o mês mais recente divulgado pelo Novo Caged, e os números podem receber ajustes nas próximas atualizações.

Publicidade

Comentários

0

    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.