
Patrulha do Consumidor: Homem compra caminhão com quilometragem adulterada
Durante dois anos, o caminhoneiro Anderson fez o que muitos conhecem bem: economizou cada centavo. Guardou dinheiro mês após mês até juntar cerca de R$ 70 mil, sonhando em trocar de caminhão e melhorar de vida na estrada.
O negócio parecia bom. O caminhão anunciado tinha 200 mil quilômetros rodados, estava bonito e, segundo o vendedor, pronto para trabalhar. A compra foi fechada, parte à vista e parte via Pix. Anderson saiu confiante de que tinha feito um bom negócio.
Poucos dias depois, o caminhão começou a apresentar problemas. Fumaça, falhas constantes e paradas inesperadas. O veículo passou mais tempo na oficina do que rodando. Cada conserto virava mais prejuízo e mais dias sem trabalhar.
Mesmo levando o caminhão de volta à agência, os problemas continuavam. Eram apenas “ajustes”, segundo eles. Scanner apagava erros, o caminhão rodava um pouco e logo tudo voltava.
Desconfiado, Anderson decidiu ir mais fundo. Fez uma análise mais completa com scanner e descobriu algo grave: a quilometragem real do caminhão era superior a 344 mil quilômetros, muito acima do que mostrava no painel e do que constava nos documentos da venda.
Ou seja, o odômetro havia sido adulterado.
Com provas em mãos, ele tentou resolver direto com a agência, mas encontrou resistência. O caso só começou a andar quando Anderson procurou ajuda do Celso Russomanno, no programa Patrulha do Consumidor.
Durante a reportagem, ficou claro que adulterar quilometragem não é apenas errado, é crime, além de prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor. A responsabilidade, segundo a lei, é de quem coloca o veículo à venda, independentemente de quem adulterou o odômetro antes.
Após a exposição do caso e muita conversa, foi fechado um acordo parcial, com pagamento para reduzir o prejuízo do caminhoneiro, que já tinha gasto mais de R$ 12 mil em consertos para conseguir trabalhar.
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