
Caminhoneiro jovem dirigindo Foto: Reprodução da internet
Quem vive na estrada já percebeu faz tempo: tá faltando caminhoneiro no Brasil. As transportadoras anunciam vagas todos os dias, mas pouca gente aparece. Em muitos pátios, o caminhão tá pronto, abastecido, revisado… mas não tem motorista pra pegar a estrada.
Um dos maiores problemas é a rotina puxada. São horas e horas dirigindo, dormindo mal, comendo quando dá e sempre longe da família. Não é todo mundo que aguenta esse ritmo por muito tempo. Muitos caminhoneiros mais antigos estão largando a boleia por cansaço ou por problema de saúde.
Tem também o lado do dinheiro, que pesa demais. Tirar e manter uma CNH categoria E custa caro. Fora cursos, exames, renovação e remédio pra coluna, pressão, estresse. Já pro autônomo, a conta não fecha: diesel sobe, manutenção sobe, pedágio sobe, mas o frete nem sempre acompanha.
A falta de segurança nas estradas assusta. Roubo de carga, assalto, ameaça e medo fazem parte do dia a dia de quem roda em certas regiões. Tem caminhoneiro que prefere ficar parado do que arriscar a vida.
Outro ponto é que a moçada nova não quer mais essa vida. Ficar semanas fora de casa, perder datas importantes da família e viver sob pressão não chama atenção da nova geração, que busca mais conforto e tempo livre.
Enquanto isso, o Brasil segue dependendo do transporte rodoviário pra tudo. Com menos caminhoneiros na praça, o frete encarece, a entrega atrasa e o problema chega até no bolso de quem tá na cidade. A crise tá na estrada, mas o impacto é pra todo mundo.
Esta publicação foi modificada pela última vez em 18 de janeiro de 2026 10:42
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