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Um único IPVA de Ferrari no Brasil chega a R$ 731 mil e assusta pelo tamanho da conta

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Um único IPVA de Ferrari no Brasil chega a R$ 731 mil e assusta pelo tamanho da conta

IPVA de supercarro vira conta de mais de R$ 731 mil

O IPVA é uma daquelas contas que chega todo ano e mexe direto no bolso de quem tem veículo. Para a maioria dos donos de carros populares, o valor já pesa no começo do ano. Agora, quando o assunto entra no mundo dos supercarros, a conta sai completamente da realidade comum.

Em São Paulo, a Ferrari Daytona SP3 aparece como o carro com o IPVA mais alto divulgado para 2026. O modelo tem valor venal estimado em R$ 18.291.927 e, com a alíquota de 4% aplicada aos carros de passeio no estado, o imposto chega a R$ 731.677,08. Esse valor sozinho compra vários carros usados, paga anos de parcelas de um caminhão ou cobre boa parte dos custos de uma pequena operação de transporte.

O cálculo do IPVA funciona de forma simples: o estado usa o valor venal do veículo como base e aplica uma alíquota definida por tipo de veículo. Em São Paulo, carros de passeio pagam 4%, motos e ônibus entram em outra faixa, e caminhões têm percentual menor, de 1,5%.

Dessa maneira, isso explica por que um carro de luxo gera uma cobrança tão alta. Não é uma taxa fixa. Quanto maior o valor do veículo, maior fica a mordida. Em Minas Gerais, por exemplo, a lógica também usa o valor venal e as alíquotas variam conforme o tipo de veículo, com automóveis chegando a 4%.

Esse número ganha ainda mais força quando comparado com a vida de quem trabalha com veículo todos os dias. Um caminhoneiro precisa calcular diesel, pneu, manutenção, pedágio, seguro, parcela e parada sem carga. Já uma empresa de ônibus lida com frota grande, oficina, mão de obra e custo diário para manter tudo rodando. O IPVA entra nessa soma como mais uma despesa que precisa ser prevista antes de virar aperto no caixa.

No caso da Ferrari, o imposto passa dos R$ 731 mil porque o carro está em um patamar raro. A Daytona SP3 é um superesportivo de produção limitada, com motor V12 e valor de mercado muito distante dos modelos vistos no dia a dia. Para quem olha de fora, o número parece exagerado. Para o sistema de cobrança, ele apenas segue a mesma conta aplicada a qualquer veículo: valor venal multiplicado pela alíquota.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.