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Salário mínimo sobe, mas o prato encolhe: comida pesa no bolso do brasileiro

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Salário mínimo sobe, mas o prato encolhe: comida pesa no bolso do brasileiro
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Quem recebe um salário mínimo de R$ 1.621 em 2026 sente o aperto logo na primeira ida ao mercado. O piso nacional aumentou R$ 103 em relação a 2025, mas o reajuste não conseguiu acompanhar o preço da alimentação em várias partes do país.

Em São Paulo, a cesta básica chegou a R$ 965,47 em junho, alta de 9,37% em 12 meses. Nesse mesmo período, o salário mínimo passou de R$ 1.518 para R$ 1.621, avanço de cerca de 6,8%. A comida ficou mais cara em um ritmo maior que o aumento recebido pelo trabalhador.

O levantamento do Dieese e da Conab mostrou que a cesta subiu em 17 das 27 capitais pesquisadas somente entre maio e junho. No primeiro semestre de 2026, todas as capitais acumularam aumento, com taxas entre 4,02%, em São Luís, e 21,48%, em Fortaleza.

Na média nacional, o trabalhador precisou usar 52,02% do salário líquido apenas para comprar os alimentos básicos. Foram necessárias 105 horas e 51 minutos de trabalho. Em São Paulo, a cesta consumiu 64,39% da renda líquida de quem recebe o mínimo, o equivalente a 131 horas e dois minutos de serviço.

O IBGE registrou uma pequena folga nos preços em junho, quando a alimentação dentro de casa caiu 0,39%. O problema é que alguns produtos comuns continuaram subindo. O feijão-carioca aumentou 8,31% no mês, enquanto a batata-inglesa ficou 3,57% mais cara.

Quando mais da metade da renda fica presa na cesta básica, sobra menos dinheiro para aluguel, conta de luz, transporte, remédios e uma alimentação mais variada. A conta do Dieese aponta que uma família com dois adultos e duas crianças precisaria receber R$ 8.110,92 por mês para bancar as despesas básicas, valor cinco vezes maior que o salário mínimo oficial.

Em junho de 2025, esse salário considerado necessário era de R$ 7.416,07. Um ano depois, a estimativa aumentou R$ 694,85. O piso pago ao trabalhador cresceu apenas R$ 103 no mesmo intervalo.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.