Carro

Elétricos chineses montados no Brasil deve ficar mais caro com novo imposto

2 minutos de leitura
Elétricos chineses montados no Brasil deve ficar mais caro com novo imposto

A volta da cobrança sobre elétricos chineses montados no Brasil muda mais uma vez o cenário do mercado automotivo nacional. A medida atinge modelos eletrificados que chegam ao país em partes, no sistema conhecido como CKD ou SKD, e depois passam pela montagem em solo brasileiro.

Na prática, esse tipo de operação vinha sendo usado por fabricantes para iniciar a produção local enquanto as fábricas ainda ganhavam estrutura. Agora, essa vantagem começa a diminuir. A alíquota deve subir de forma gradual e chegar a 35% em janeiro de 2027, mesmo patamar cobrado de veículos importados prontos.

Montagem local perde parte da vantagem

A decisão pesa principalmente sobre marcas chinesas que apostaram forte no Brasil nos últimos anos. Empresas do setor aceleraram planos de produção, abriram vagas, anunciaram fábricas e trouxeram modelos mais acessíveis para disputar espaço com marcas tradicionais.

O impacto direto para o consumidor ainda depende da estratégia de cada montadora. Algumas podem segurar parte do custo para não perder mercado. Outras podem repassar a diferença aos preços, principalmente nos modelos de entrada, onde qualquer aumento muda bastante a decisão de compra.

Mesmo assim, o movimento mostra que o país quer empurrar as fabricantes para uma produção mais completa por aqui. Apenas montar peças importadas pode deixar de ser tão vantajoso. A ideia do governo é fazer com que a cadeia automotiva cresça dentro do Brasil, com mais etapas locais, mais fornecedores e mais empregos ligados à tecnologia elétrica.

Para quem está de olho em um carro elétrico ou híbrido, o ano de 2026 vira um período importante. Os modelos já estão mais presentes nas ruas, os preços ficaram mais competitivos em alguns segmentos e a disputa entre marcas aumentou. Com a nova tributação no caminho, o mercado pode passar por reajustes antes de 2027.

A mudança também coloca pressão sobre as fabricantes tradicionais. Com os chineses ganhando espaço, a briga deixou de ser apenas por luxo ou tecnologia. Hoje, envolve preço, autonomia, rede de atendimento, peças, garantia e confiança no pós-venda.

O consumidor brasileiro ganhou mais opções, mas também passa a acompanhar um mercado em transformação rápida. A fase de entrada dos eletrificados importados com custo menor vai ficando para trás, enquanto a produção nacional passa a ser peça central na disputa pelos próximos lançamentos.

Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

Deixe seu comentario