
Foto: Ilustrativa
O dinheiro do FGTS vai ajudar a renovar parte da frota de ônibus urbanos no país. A nova etapa selecionada pelo Ministério das Cidades prevê 479 ônibus Euro 6, com cerca de R$ 341,6 milhões em financiamento para empresas que operam o transporte coletivo.
O valor não sai da conta individual de um trabalhador para comprar um veículo específico. O FGTS também funciona como fonte de crédito para projetos de infraestrutura, saneamento e mobilidade. Nesse caso, o dinheiro entra por meio do Pró-Transporte, linha usada para financiar melhorias no transporte público.
Os veículos escolhidos nesta rodada são do padrão Euro 6, tecnologia mais moderna no diesel e com emissão menor de poluentes em comparação com modelos antigos. A troca interessa principalmente a cidades onde ainda circulam ônibus envelhecidos, com maior consumo de combustível e manutenção mais cara.
A seleção envolve operadores privados que atendem municípios do Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Distrito Federal. Entre os maiores valores aparecem Santos, com R$ 100,4 milhões, Brasília, com R$ 94,6 milhões, e Belo Horizonte, com R$ 33,4 milhões em propostas selecionadas.
Também aparecem Porto Alegre, Praia Grande, Rio de Janeiro, São Gonçalo, Jacareí, Guarapuava, além de linhas que atendem Curitiba e cidades próximas. Em Pernambuco, os recursos alcançam Recife, Camaragibe e São Lourenço da Mata.
O financiamento passa por análise de crédito e contratação com agentes financeiros. O modelo exige contrapartida mínima e pagamento ao longo dos anos, com juros definidos pelas regras do programa. Por isso, a operação é diferente de repasse sem devolução.
Além dos ônibus Euro 6, o programa também permite financiar ônibus elétricos, equipamentos embarcados, pontos de recarga e sistemas de informação ao passageiro. Em São Paulo, o BNDES já aprovou operação com recursos do FGTS e Fundo Clima para compra de ônibus elétricos pela MobiBrasil.
A aposta é colocar veículos mais novos nas linhas urbanas, reduzir fumaça, baixar consumo e melhorar a experiência de quem depende do ônibus todos os dias. Para as empresas, o crédito abre espaço para renovar frota sem bancar tudo de uma vez. Para as cidades, o impacto aparece na idade média dos veículos, na operação diária e na qualidade do ar.
Esta publicação foi modificada pela última vez em 18 de junho de 2026 07:01
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