Ônibus

Motorista de ônibus perde emprego após negar viagem em coletivo sem cinto

Uma motorista de transporte coletivo, de 58 anos, acabou demitida depois de negar viagem em um veículo que não tinha cinto no banco do condutor. A situação aconteceu em Randers, na Dinamarca, e ganhou força porque toca em um ponto que muita gente da estrada conhece bem: a pressão para cumprir escala, mesmo quando a condição de trabalho não está do jeito certo.

A profissional trabalhava em uma empresa com centenas de funcionários. Quase toda a frota tinha o equipamento instalado, mas havia um coletivo sem o item no assento dela. Quando era colocada para dirigir esse carro, ela pedia troca na escala. No começo, a firma aceitou. Depois, avisou que não faria mais mudanças por causa disso.

Segurança no volante também pesa na rotina de quem trabalha

Na prática, quem vive do volante sabe que uma decisão dessas não é simples. Não é só ligar o motor e sair. Tem horário, passageiro esperando, chefe cobrando, linha para cumprir e o medo de perder renda no fim do mês. Mesmo assim, sentar em um banco sem proteção mexe com a cabeça de qualquer profissional que passa horas no trânsito.

Motorista manteve a recusa e procurou o sindicato. Depois que a história chegou à imprensa, veio a dispensa imediata. Ela deixou de receber salário a partir de maio de 2026 e relatou abalo emocional, chegando a buscar acompanhamento. O sindicato levou a discussão para a Justiça, que agora deve analisar se a empresa podia mandar a funcionária embora nessa situação.

O detalhe que mais pesou foi o que aconteceu depois. Após a saída da trabalhadora, a empresa instalou o cinto no veículo que gerou toda a briga. Mesmo assim, a demissão foi mantida. Para quem trabalha em rodoviária, garagem, fretamento, viagem longa ou linha urbana, esse tipo de história mostra como a manutenção da frota não é detalhe pequeno.

No Brasil, a conversa também bate forte. O uso do cinto é regra no trânsito, e as normas de segurança do trabalho tratam o direito de parar uma atividade quando existe risco sério para a vida ou saúde. Para caminhoneiros, condutores de van, carreteiros e profissionais do transporte, a rotina já tem espera, cansaço, cobrança e prejuízo. Rodar sem item básico só aumenta o peso de uma jornada que já exige atenção do começo ao fim.

Esta publicação foi modificada pela última vez em 7 de junho de 2026 17:07

Ildemar Ribeiro

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.

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