
Foto: Ilustrativa
Os aplicativos de corrida sem condutor humano já deixaram de ser coisa de filme. Em alguns países, o passageiro chama o serviço pelo celular, entra no automóvel e segue viagem sem ninguém no volante. Esse modelo vem crescendo com força nos Estados Unidos, na China e nos Emirados Árabes, sempre com regras próprias e operação em áreas liberadas.
Nos Estados Unidos, a Waymo virou uma das empresas mais conhecidas nesse setor. O serviço funciona por aplicativo e permite que a pessoa peça uma viagem em regiões já mapeadas. Em Las Vegas, a Zoox também começou a oferecer corridas em veículo feito especialmente para andar sozinho, sem volante e sem pedais. A proposta muda bastante a forma como o transporte urbano pode funcionar nos próximos anos.
Na China, a Baidu opera o Apollo Go, um dos maiores projetos desse tipo. O sistema já circula em grandes cidades e usa câmeras, sensores, mapas e inteligência artificial para guiar o trajeto. Nos Emirados Árabes, a Uber entrou nessa fase com a WeRide, permitindo que usuários chamem uma viagem autônoma pelo próprio app em partes de Dubai.
Mesmo com tanta tecnologia, esse serviço ainda não roda de forma livre em qualquer lugar. Cada cidade define uma área de atuação, horários, regras de segurança e pontos onde o veículo pode circular. Isso mostra que a novidade está avançando, mas ainda depende de muito teste, autorização e confiança do público.
Para quem vive da estrada, trabalha com transporte ou acompanha o setor de perto, a mudança chama atenção. Hoje o foco maior está no deslocamento urbano, em trajetos curtos e bem mapeados. Mas toda tecnologia que começa na cidade pode, com o tempo, chegar em outras áreas da mobilidade.
A rotina de quem depende do volante ainda é bem diferente dessa realidade. Caminhoneiro enfrenta espera em carga e descarga, trânsito pesado, prazo apertado, pedágio, manutenção e custo alto para rodar. Por isso, quando aparece um serviço sem condutor, a conversa vai além da curiosidade. Ela encosta no futuro do trabalho, na segurança, no preço da operação e no espaço que o profissional humano continuará tendo no transporte.
O robotáxi sem motorista já existe, mas ainda é uma novidade controlada. Ele mostra um caminho possível para os próximos anos, enquanto o transporte tradicional segue carregando o peso da rotina real, com gente na boleia, carga para entregar e estrada para vencer.
Esta publicação foi modificada pela última vez em 6 de junho de 2026 07:13
O caminhoneiro Anderson Comiotto, conhecido entre os estradeiros como Safadão e irmão do influenciador Cabelo Batateiro, continua enfrentando uma longa…
O custo para trazer um Volkswagen Arteon ao Brasil ganhou força nas redes depois de relatos envolvendo o influenciador Eduardo…
Um carro zero de R$ 150 mil parece caro só na hora da compra, mas o gasto não para quando…
Muita gente pergunta por que um caminhoneiro, filho de dono de transportadora, prefere trabalhar para outras empresas em vez de…
O avanço do ônibus sem motorista profissional já deixou de ser apenas uma ideia distante. Em alguns países, veículos automatizados…
O Supremo Tribunal Federal decidiu derrubar a exigência de idade mínima para trabalhadores que têm direito à aposentadoria especial por…
Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdos, analisar acessos e exibir anúncios relevantes. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Cookies e Política de Privacidade do Brasil do Trecho
Leia mais