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Caminhoneiro

O prato ficou caro, caminhoneiro sente no bolso a rotina longe de casa

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O prato ficou caro, caminhoneiro sente no bolso a rotina longe de casa
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Parar para almoçar durante uma viagem longa parece algo simples. Para quem passa dias na boleia, nem sempre é. O caminhoneiro depende dos postos e restaurantes encontrados pelo caminho, muitas vezes sem tempo ou espaço para procurar uma opção mais barata.

Quando o prato pesa no bolso, o valor sai do dinheiro da própria viagem. Combustível, pedágio, manutenção do caminhão e alimentação dividem a mesma conta. No caso do autônomo, qualquer gasto maior reduz o que sobra do frete.

Dados do IBGE mostram que a alimentação fora de casa subiu 0,49% em maio de 2026. O preço das refeições avançou 0,51% somente naquele mês. Para quem precisa comprar café, almoço e jantar durante vários dias, pequenas altas acabam se repetindo no orçamento.

O Ministério da Saúde recomenda que os caminhoneiros façam refeições regulares, bebam água e deem preferência a frutas, verduras e alimentos menos processados. A dificuldade é encontrar essa variedade por um preço que caiba no bolso, principalmente em trajetos com poucas paradas.

Em outubro de 2025, o país chegou a 188 Pontos de Parada e Descanso reconhecidos pelo Ministério dos Transportes. Esses locais oferecem apoio aos motoristas, mas a quantidade ainda é pequena diante do tamanho da malha rodoviária e das rotas percorridas pela categoria.

Enquanto o caminhão leva comida, remédio e mercadoria de um canto ao outro do país, quem está ao volante precisa calcular até o preço do prato para conseguir terminar a viagem com algum dinheiro no bolso.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.