Transportadora brasileira compra 251 caminhões elétricos de 74 toneladas por R$ 500 milhões
Uma transportadora brasileira decidiu colocar o caminhão elétrico em um dos trabalhos mais pesados do país. A Navarini, de Sorriso (MT), comprou 251 cavalos mecânicos 100% elétricos XCMG E7-95T, em uma negociação avaliada em aproximadamente R$ 500 milhões.
O contrato foi assinado na sede mundial da fabricante XCMG, em Xuzhou, na China. Segundo as empresas, é a maior compra de caminhões rodoviários elétricos pesados já realizada na América Latina. A frota será utilizada principalmente no transporte de grãos e em percursos de longa distância.
E não se trata de um caminhão voltado apenas para entregas urbanas. O E7-95T tem PBT de 74 toneladas e Capacidade Máxima de Tração (CMT) de 120 toneladas. Antes do fechamento da compra, o modelo passou por testes em condições reais, incluindo análise das rotas, relevo, carga máxima e custos da operação.
Fazendo uma divisão simples dos R$ 500 milhões pelas 251 unidades, o negócio representa cerca de R$ 1,99 milhão por caminhão. Esse número serve apenas como referência, já que as empresas não informaram que todo o valor do contrato corresponde exclusivamente ao preço individual dos veículos.
A operação chama atenção justamente pela distância. Informações divulgadas sobre o projeto indicam que os veículos serão empregados em um corredor de aproximadamente 1.390 quilômetros, colocando os elétricos em uma situação bem diferente das rotas curtas normalmente associadas a esse tipo de caminhão.

A Navarini afirma que o projeto começou em 2024. Segundo o fundador da transportadora, Luis Fernando Navarini, a empresa realizou testes em condições severas antes de decidir pela compra em grande escala.
Agora, um dos pontos observados pelo setor será justamente como uma frota desse tamanho vai se comportar transportando grãos por grandes distâncias, onde autonomia, tempo de recarga, disponibilidade dos caminhões e infraestrutura pesam diretamente na produtividade da operação. A infraestrutura de recarga para veículos pesados ainda é um dos desafios da expansão desse tipo de transporte no Brasil.
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