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Caminhoneiras são apenas 1% da categoria e ainda ganham menos que os homens

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Caminhoneiras são apenas 1% da categoria e ainda ganham menos que os homens

As mulheres continuam sendo uma presença rara entre os motoristas de caminhão com carteira assinada no Brasil. Dados da Relação Anual de Informações Sociais, reunidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres, mostram que o país tinha 713.229 profissionais formais nessa atividade em 2024. Desse total, somente 7.567 eram mulheres, o equivalente a 1,06% da categoria.

Na prática, enquanto as caminhoneiras ocupavam pouco mais de 7,5 mil vagas, os homens somavam 705.662 vínculos. O levantamento considera trabalhadores contratados formalmente. Por isso, caminhoneiras autônomas, auxiliares e mulheres habilitadas que não possuem vínculo registrado podem ficar fora dessa conta.

Caminhoneiras ainda recebem menos

A diferença também aparece na remuneração. Em 2024, as mulheres receberam uma remuneração mediana mensal de R$ 3.038, enquanto os homens chegaram a R$ 3.122. A distância foi de R$ 84 por mês, deixando o rendimento feminino cerca de 2,7% abaixo do registrado entre os caminhoneiros.

A remuneração usada nessa comparação não representa somente o salário fixo anotado no contrato. Os dados da RAIS podem incluir horas extras, comissões, gratificações e outros pagamentos feitos durante o mês. A diferença pode estar ligada às rotas realizadas, aos tipos de carga, ao pagamento de adicionais e ao tempo dentro da empresa.

O tempo médio no mesmo emprego também apresenta uma distância considerável. As caminhoneiras permaneciam cerca de 26 meses no vínculo, diante de 41 meses entre os homens. A idade média das mulheres era de 41,3 anos, enquanto a dos caminhoneiros chegava a 43,5 anos.

Um levantamento anterior da ANTT, baseado nos registros de 2022, mostrava uma desigualdade maior. Naquele ano, as mulheres recebiam em média R$ 2.792, contra R$ 2.953 dos homens, uma diferença de 5,5%. O tempo médio no emprego também era menor entre elas.

Já entre as contratações registradas de janeiro de 2023 a junho de 2024, os valores iniciais ficaram mais próximos. As mulheres admitidas receberam média de R$ 2.330 por mês, enquanto os homens começaram com R$ 2.343. Nesse recorte, a diferença foi de R$ 13, equivalente a 0,56%.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.