Pular para o conteudo
Caminhoneiro

Por que tantos caminhoneiros estão deixando a boleia no Brasil?

2 minutos de leitura
Por que tantos caminhoneiros estão deixando a boleia no Brasil?
Publicidade

Ser caminhoneiro já foi motivo de orgulho para famílias inteiras. O filho aprendia com o pai, pegava gosto pela estrada e seguia na profissão. Hoje, essa história está ficando mais rara.

A conta pesa. São vários dias longe de casa, fretes apertados, risco de roubo, estrada ruim e pouco lugar seguro para dormir. Também existe a reclamação de falta de respeito em postos, empresas e durante algumas abordagens.

Entre 2015 e 2025, o número de pessoas habilitadas nas categorias C e E caiu de 5,6 milhões para 4,4 milhões, uma redução de 22%, segundo levantamento da consultoria Ilos com dados da Senatran. Quase 60% dos motoristas têm mais de 50 anos, enquanto apenas 4% têm até 30.

Em uma audiência realizada no Senado, representantes dos caminhoneiros reclamaram que a lei exige 11 horas de descanso, mas faltam locais adequados nas rodovias. Houve relatos de pontos precários, cobrança por poucos minutos de banho e multas em trechos onde o motorista não encontra estrutura para parar. Um representante da categoria também pediu tratamento mais respeitoso durante as fiscalizações.

A própria ANTT informa que os pontos de parada devem oferecer segurança, higiene e condições de conforto. Só que essa estrutura ainda não chega a boa parte das rotas usadas diariamente pelos profissionais.

A falta de interesse já bateu na porta das transportadoras. Dados divulgados pela CNT mostram que 65,1% das empresas apontam a função de motorista como a que mais sofre com falta de profissionais. O caminhão está pronto para rodar, mas cada vez menos gente aceita uma rotina que cobra tanto e entrega pouco reconhecimento.

Publicidade

Comentários

0

    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.