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Caminhão

De prancha extensível a cegonha: carretas com formatos incomuns e funções bem definidas

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De prancha extensível a cegonha: carretas com formatos incomuns e funções bem definidas

Algumas carretas parecem estranhas à primeira vista, mas cada formato foi criado para resolver um tipo específico de serviço. Enquanto o baú fechado protege móveis, eletrônicos e alimentos secos, modelos baixos, extensíveis ou com pescoço removível entram em cena quando a carga exige acesso facilitado, mais espaço ou menor altura em relação ao solo.

A carreta prancha é uma das mais versáteis. Como não possui teto nem paredes fixas, recebe máquinas, estruturas metálicas, peças industriais e materiais de construção com formatos variados. Já a versão extensível pode aumentar a área útil para levar vigas, componentes de usinas, partes de equipamentos e outras cargas compridas. Fabricantes especializados oferecem configurações com vários eixos e plataformas capazes de ultrapassar 30 metros quando abertas.

Nos serviços mais pesados aparecem as carretas rebaixadas e os modelos com pescoço removível. O piso baixo ajuda a acomodar escavadeiras, tratores e máquinas altas. No segundo caso, a parte dianteira pode ser desacoplada, permitindo que o equipamento entre diretamente pela frente da plataforma. Dependendo do conjunto, da carga e do trajeto, a operação exige planejamento detalhado e pode precisar de Autorização Especial de Trânsito quando peso ou dimensões passam dos limites regulamentares.

A basculante tem outra função. Sua caixa se inclina para descarregar areia, brita, grãos e materiais soltos com rapidez. Existem semirreboques, bitrens e rodotrens com volumes e capacidades diferentes, escolhidos conforme o produto, a rota e o tipo de operação.

A carreta frigorífica trabalha com isolamento térmico e equipamento de refrigeração. Ela é usada para alimentos congelados, carnes, laticínios, medicamentos e produtos que precisam permanecer em uma faixa controlada de temperatura. O baú seco também é fechado, mas não possui a mesma estrutura para conservar mercadorias refrigeradas.

Entre os modelos mais reconhecidos está a cegonha, construída com plataformas em diferentes níveis para levar automóveis e utilitários. Há ainda a boiadeira, com ventilação e divisões internas voltadas ao deslocamento de animais, e a carreta tanque, desenvolvida para líquidos.

Quando o tanque leva produto classificado como perigoso, entram exigências específicas para documentação, equipamentos, inspeções e capacitação do condutor. Equipamentos destinados a produtos perigosos a granel também precisam passar por certificação e inspeção realizadas por organismos acreditados.

Número de eixos, altura do piso, sistema de descarga, proteção da carga e distribuição do peso mudam conforme a mercadoria e necessidades de carregamento encontradas em cada contrato de frete.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.