Pular para o conteudo
Caminhoneiro

Caminhoneiros sumindo: Brasil pode parar de rodar nos próximos anos

2 minutos de leitura
Caminhoneiros sumindo: Brasil pode parar de rodar nos próximos anos

O Brasil depende quase totalmente das estradas para mover mercadorias. Hoje, caminhoneiros transportam a maior parte do que chega às prateleiras e aos portos. Mas uma conta simples preocupa o setor: os profissionais mais experientes estão envelhecendo e poucos jovens querem seguir o mesmo caminho.

Pesquisas recentes mostram que a idade média dos motoristas autônomos fica em torno de 46 anos. Poucos têm menos de 35. Muitos que hoje rodam já pensam em pendurar as chuteiras nos próximos anos, e a reposição não acompanha o ritmo. Com o crescimento do agronegócio e do e-commerce, a demanda por frete só aumenta, enquanto o número de gente disposta a pegar a estrada cai.

O envelhecimento da frota de caminhões também joga contra. A média de idade dos veículos passa dos 15 anos em várias regiões. Caminhões mais velhos exigem mais manutenção, consomem mais combustível e param com maior frequência. Isso eleva o custo do transporte e, no final, pesa no bolso de quem consome.

Empresas de logística e produtores rurais já sentem o aperto. Em algumas épocas de safra, a oferta de caminhões fica curta e os preços do frete disparam. Produtos como soja, milho e carne podem demorar mais para chegar aos mercados, criando gargalos que afetam toda a cadeia.

O que afasta a nova geração? A vida na boleia é dura: dias longe da família, condições de descanso ruins em muitos trechos, violência nas rodovias e remuneração que nem sempre compensa o desgaste. Muitos preferem profissões com horários mais previsíveis e menos riscos.

Associações do setor acompanham o problema de perto. Sem medidas que atraiam mais gente para a profissão — como treinamento acessível, melhores condições de trabalho e incentivos —, a conta pode ficar ainda mais apertada em breve. A economia brasileira, que tanto depende do transporte rodoviário, sente o risco de um desequilíbrio que pode comprometer o fluxo de mercadorias em várias partes do país.

Comentários

0

    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.