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Ônibus

Falta de motoristas pode acelerar chegada dos ônibus sem motorista ao Brasil

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Falta de motoristas pode acelerar chegada dos ônibus sem motorista ao Brasil
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A dificuldade para encontrar motoristas profissionais pode empurrar empresas de transporte para uma solução que ainda parece coisa de filme: ônibus capazes de rodar praticamente sozinhos.

Entre maio de 2025 e abril de 2026, a função de motorista de ônibus urbano registrou 58.959 contratações e 61.405 desligamentos no Brasil. O saldo ficou negativo em 2.446 postos formais, segundo levantamento feito com dados do Caged.

Quando faltam profissionais, algumas empresas enfrentam dificuldade para completar escalas, aumentar o número de viagens e colocar mais veículos nas ruas. É nessa hora que sistemas automáticos de direção começam a ganhar interesse, principalmente para trajetos controlados, corredores exclusivos e linhas mais curtas.

Uma tecnologia desse tipo foi testada na Região Metropolitana de Curitiba em 2019. Apesar de ter sido apresentada como um passo em direção aos ônibus autônomos, o veículo circulou com um motorista no volante. O teste avaliou recursos de assistência, como alerta de cansaço, identificação de obstáculos, controle de faixa e monitoramento do entorno.

O sistema era da VIA Technologies, empresa de Taiwan, e já equipava um ônibus elétrico apresentado na China em 2018. O veículo utilizava câmeras para acompanhar os arredores, emitir avisos de colisão, detectar saída de faixa e reconhecer limites de velocidade.

A falta de mão de obra pode acelerar a procura por essa tecnologia, mas não significa que os motoristas serão retirados de uma hora para outra. Nos projetos atuais, ainda é comum manter um operador dentro do ônibus para assumir o controle em caso de falha, emergência ou situação inesperada no trânsito.

O Brasil também precisa definir regras mais claras. Em julho de 2025, uma comissão da Câmara aprovou uma proposta para regulamentar testes e circulação de veículos autônomos, exigindo autorização, seguro, monitoramento de falhas e treinamento específico. O projeto ainda precisa concluir sua tramitação antes de virar lei.

Enquanto isso, a automação deve chegar aos poucos. Primeiro como uma ajuda para o motorista, controlando velocidade, frenagem e distância dos outros veículos. Depois, em locais preparados, o ônibus poderá realizar partes maiores do trajeto sozinho.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.