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Caminhoneiro

Caminhoneiros brasileiros olham para fora do país em busca de salário melhor

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Caminhoneiros brasileiros olham para fora do país em busca de salário melhor
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A rotina pesada, os dias longe de casa e a busca por salários melhores estão fazendo parte dos caminhoneiros brasileiros olhar para vagas fora do país. Não existe um número oficial mostrando uma saída em massa desses profissionais do Brasil, mas a falta de motoristas em outros mercados abriu uma porta que até pouco tempo parecia distante.

Na Europa, transportadoras enfrentam dificuldade para preencher vagas. Um levantamento da IRU, organização internacional do transporte rodoviário, apontou cerca de 502 mil postos de caminhoneiros sem profissionais no continente, o equivalente a 13% das vagas.

Para o brasileiro que já tem experiência com carreta, viagens longas e transporte de carga, algumas propostas podem chamar atenção. Salários pagos em euro e regras diferentes para descanso entram na comparação de quem pensa em continuar dirigindo, mas longe do Brasil. Só que não basta comprar uma passagem e procurar uma transportadora ao chegar.

Cada país possui regras próprias de contratação, documentação e qualificação profissional. Na União Europeia, por exemplo, o tempo de direção é controlado. A regra geral permite até nove horas ao volante por dia, podendo chegar a dez horas em dois dias da semana. Após quatro horas e meia dirigindo, é exigida uma pausa de pelo menos 45 minutos.

O detalhe é que o Brasil também está procurando motoristas.

Uma pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL) em julho de 2026 mostrou que 88,9% das empresas consultadas apontaram a falta de mão de obra qualificada como dificuldade para manter ou aumentar o número de motoristas. A baixa atratividade da profissão apareceu para 66,7% das empresas ouvidas.

Do outro lado do Atlântico, a falta de profissionais é tão grande que a contratação de estrangeiros passou a fazer parte das alternativas discutidas para preencher vagas. Em 2026, motoristas profissionais foram incluídos entre as ocupações com falta de trabalhadores consideradas no EU Talent Pool, iniciativa criada para facilitar a conexão entre empregadores europeus e profissionais de países que não fazem parte da União Europeia.

Para o caminhoneiro brasileiro, porém, olhar apenas o valor do salário pode enganar. Aluguel, alimentação, impostos, documentação e custo de vida precisam entrar na conta. Também pode ser necessário adaptar a habilitação e cumprir exigências profissionais do país escolhido.

Ainda assim, encontrar milhares de vagas abertas em outros mercados mudou a conversa. Para quem já está cansado da rotina no Brasil, mas não quer abandonar o volante, trabalhar fora passou a ser uma possibilidade bem mais próxima.

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Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.