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Carteira assinada cresce, mas abertura de vagas perde força em 2026

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Carteira assinada cresce, mas abertura de vagas perde força em 2026
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O número de brasileiros trabalhando com carteira assinada aumentou em 2026, segundo os dados mais recentes do mercado de trabalho. A alta aparece tanto na pesquisa do IBGE quanto nos registros do Ministério do Trabalho e Emprego, mas os números também mostram que o ritmo de abertura de vagas ficou menor do que no ano passado.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a Pnad Contínua, estimou 39,419 milhões de empregados do setor privado com carteira assinada no trimestre encerrado em junho de 2026. No mesmo período de 2025, eram 39,020 milhões.

A diferença é de aproximadamente 399 mil trabalhadores em um ano, avanço de cerca de 1%. Na comparação com o trimestre encerrado em março de 2026, quando o país tinha 39,167 milhões de trabalhadores nessa condição, foram cerca de 252 mil pessoas a mais.

Apesar da diferença numérica, o IBGE classificou as comparações como estabilidade estatística. Isso acontece porque a Pnad é uma pesquisa feita por amostragem e considera uma margem de variação. Ainda assim, os dados não apontam queda no número estimado de empregados com registro em carteira.

O Novo Caged também registrou resultado positivo. Em junho, o Brasil abriu 145.161 postos formais, após 2,220 milhões de admissões e 2,075 milhões de desligamentos. Com isso, o estoque chegou a 48,032 milhões de vínculos celetistas ativos.

Todos os cinco grandes setores terminaram junho com saldo positivo. Serviços abriram 74.514 postos, seguidos pela agropecuária, comércio, indústria e construção civil.

No primeiro semestre de 2026, o saldo foi de 921.645 empregos formais. Serviços puxaram o resultado, com 571.926 novas vagas no período. A construção também teve participação forte e abriu 168.962 postos entre janeiro e junho.

Mesmo com saldo positivo, houve uma desaceleração. Nos seis primeiros meses de 2025, o Novo Caged havia registrado 1,229 milhão de vagas. Isso significa que 2026 criou cerca de 307 mil postos a menos na mesma comparação, uma redução próxima de 25% no ritmo de geração de empregos.

Os levantamentos não medem exatamente a mesma coisa. O IBGE calcula o número de pessoas empregadas, enquanto o Caged soma vínculos trabalhistas registrados pelas empresas. Uma pessoa pode ter mais de um emprego formal e aparecer mais de uma vez nos registros do Caged.

Os dados divulgados no fim de julho mostram aumento na quantidade de vínculos formais e no número estimado de pessoas com carteira assinada, mas com menos vagas criadas do que no primeiro semestre de 2025.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.