Paraná pode precisar de mais de 12 mil caminhoneiros e salário médio de R$ 3 mil

O Paraná pode ter espaço para a contratação de mais de 12 mil motoristas de caminhão diante da falta de profissionais que atinge o transporte de cargas no Brasil. O número não representa vagas abertas hoje, mas uma estimativa feita a partir do tamanho do transporte pesado paranaense e do déficit nacional de caminhoneiros.
O estado tem uma das maiores frotas de caminhões do país. Dados da Senatran já apontavam 388.627 caminhões e caminhões-tratores registrados no Paraná, quantidade equivalente a aproximadamente 10% da frota brasileira dessas duas categorias naquele período.
No Brasil, entidades do transporte trabalham em 2026 com uma falta de mais de 120 mil motoristas profissionais. Se o Paraná tiver uma necessidade proporcional ao tamanho de sua frota, o mercado estadual poderia absorver algo próximo de 12 mil novos profissionais. Essa conta deve ser tratada como potencial de contratação, já que ainda não existe um levantamento oficial indicando exatamente quantos caminhoneiros faltam no estado.
A dificuldade para encontrar gente disposta e preparada para dirigir já é reconhecida dentro do próprio Paraná. Em julho, o SETCEPAR iniciou um projeto para formar novos motoristas carreteiros. Mais de 150 pessoas se inscreveram para receber treinamento prático e entrar na profissão, mesmo já possuindo CNH categoria E.
As Agências do Trabalhador também mostram que as empresas estão buscando profissionais. Logo na primeira semana de 2026, o Governo do Paraná registrou 135 vagas para motoristas de caminhão em rotas regionais e interestaduais. As oportunidades faziam parte de um levantamento semanal, ou seja, novas vagas aparecem e são preenchidas ao longo do ano.
O salário também ajuda a explicar a disputa. Dados de 2026 baseados no Novo Caged apontam salário médio de R$ 2.948 por mês para motorista de caminhão no Paraná, enquanto a mediana chega a R$ 3.013.
Para motoristas de veículos maiores, os valores podem subir. Convenções coletivas registradas em regiões do Paraná estabelecem pisos acima de R$ 3 mil para carreteiros, chegando a R$ 3.712 para motoristas de bitrem, carreta e semirreboque em determinadas bases sindicais.
A procura ganha ainda mais força em áreas ligadas ao agronegócio. No Norte do Paraná, o SETCEPAR já relata falta de caminhões e de motoristas qualificados durante períodos de maior movimentação das safras.
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