Pular para o conteudo
Ônibus

Ônibus passam de R$ 2 milhões, mas salários dos motoristas ainda ficam perto dos R$ 3,5 mil

2 minutos de leitura
Ônibus passam de R$ 2 milhões, mas salários dos motoristas ainda ficam perto dos R$ 3,5 mil
Publicidade

Comprar um ônibus novo pode exigir um investimento milionário. Em São Paulo, por exemplo, valores oficiais usados como referência mostram que um ônibus elétrico básico chega a R$ 2,47 milhões, enquanto um modelo Padron passa de R$ 2,79 milhões. Dependendo do tamanho, o preço supera facilmente os R$ 3 milhões.

Do outro lado dessa conta está o profissional que passa horas ao volante, transportando dezenas de passageiros e enfrentando trânsito, horários apertados e uma responsabilidade que não termina quando o ônibus sai da garagem.

Convenções coletivas registradas no Ministério do Trabalho em 2026 mostram pisos bem distantes dos valores envolvidos na compra dos veículos. Há acordos com salário de R$ 3.370,80 para motoristas urbanos e outros que estabelecem valores de R$ 3.664,77 ou R$ 3.721, dependendo da região e do tipo de operação. Os salários variam pelo país e podem aumentar com benefícios, horas extras e adicionais.

A comparação não significa que o dinheiro usado na compra de um ônibus poderia simplesmente ser transferido para salários. Veículos podem ser adquiridos por financiamento, programas públicos e contratos de concessão. Em São Paulo, por exemplo, parte da renovação da frota elétrica recebeu financiamentos públicos específicos para aquisição dos veículos.

Mesmo assim, a diferença ajuda a colocar outro problema na mesa: está cada vez mais difícil encontrar profissionais interessados em dirigir ônibus.

A própria Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) informou em maio de 2026 que mais da metade das empresas operadoras pesquisadas enfrenta dificuldades para contratar motoristas. A entidade também aponta que a mão de obra representa 43,1% dos custos do transporte coletivo urbano.

Dirigir um ônibus exige CNH adequada, qualificação profissional, atenção constante e responsabilidade sobre dezenas de vidas durante cada viagem. Ao mesmo tempo em que chegam veículos com ar-condicionado, câmeras, sistemas eletrônicos e tecnologia cada vez mais cara, o setor tenta descobrir como tornar novamente a profissão de motorista atraente para novos trabalhadores.

Publicidade
Conversa

Comentários

0

Deixe seu comentário

Compartilhe sua opinião e participe da conversa.

Seja respeitoso e direto.0/3000

Ainda não há comentários. Seja a primeira pessoa a participar da conversa.
Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.