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Caminhoneiro

PRF está de olho até nos ursinhos que caminhoneiros colocam no para-brisa

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PRF está de olho até nos ursinhos que caminhoneiros colocam no para-brisa
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Aquele urso de pelúcia pendurado no para-brisa, bastante visto em alguns caminhões pelo Brasil, pode acabar dando dor de cabeça durante uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O problema não é o ursinho em si. A legislação não cita urso, boneco ou determinado tipo de pelúcia como item proibido. O que pesa é onde o objeto foi colocado e quanto ele interfere na visão de quem está dirigindo.

A Resolução nº 960/2022 do Contran trata justamente das áreas envidraçadas necessárias para a condução. A regra restringe adesivos, painéis decorativos, símbolos e outros materiais quando eles ocupam partes do vidro consideradas importantes para a visibilidade.

No caminhão existe uma diferença interessante. O Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito considera que, nos veículos de carga com peso bruto total acima de 3.500 kg, uma faixa de 20 centímetros na parte inferior do para-brisa fica fora da área definida como indispensável à dirigibilidade. Isso, porém, não significa que qualquer objeto pode ser colocado ali sem levar em conta a visão do motorista.

A própria PRF já fez alertas sobre acessórios instalados no para-brisa. Em orientação divulgada sobre antenas de internet via satélite, a corporação explicou que objetos mal posicionados podem criar pontos cegos e esconder até pedestres ou outros veículos da visão do condutor.

Para o caminhoneiro que gosta de deixar o bruto personalizado com pelúcias, placas e outros enfeites, o ponto principal é simples: quanto mais o acessório avança sobre o vidro e atrapalha a visão da pista, maior a chance de ele virar assunto durante uma abordagem.

Assim, aquele ursão preso por ventosa bem na frente do para-brisa pode chamar muito mais atenção da fiscalização do que o caminhoneiro gostaria.

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Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.