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Caminhoneiro fica sem poder trabalhar após acidente e Justiça manda pagar pensão pelo resto da vida

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Caminhoneiro fica sem poder trabalhar após acidente e Justiça manda pagar pensão pelo resto da vida

Um caminhoneiro que ficou impossibilitado de trabalhar após um acidente na BR-116, na Bahia, deverá receber uma pensão mensal pelo resto da vida, além de R$ 40 mil em indenizações. A decisão foi tomada pela Justiça de Santa Catarina e divulgada no dia 15 de outubro.

O acidente aconteceu em fevereiro de 2023, no município de Planalto (BA). De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o caminhão de uma transportadora invadiu a pista contrária e atingiu lateralmente o veículo conduzido pela vítima.

O motorista sofreu fraturas no braço esquerdo e no joelho, passou por cirurgias e precisou colocar placas e parafusos. Apesar dos tratamentos, ficou com perda de força, dificuldades de movimentação e sequelas permanentes que o impediram de voltar à profissão.

Durante o processo, a transportadora e o condutor responsável pela colisão tentaram atribuir a culpa ao caminhoneiro ferido. A versão, porém, não foi confirmada pela perícia da PRF.

Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), a perícia médica apontou uma redução de 71% a 80% da capacidade de trabalho do motorista.

A Justiça determinou que a transportadora e o outro condutor paguem uma pensão mensal equivalente a 71% do salário mínimo nacional, com valores devidos desde a data do acidente e pagamento durante toda a vida da vítima.

A condenação também prevê R$ 20 mil por danos morais e outros R$ 20 mil por danos estéticos. Os responsáveis ainda deverão custear ou reembolsar tratamentos médicos futuros relacionados às lesões, mediante prescrição e comprovação das despesas.

A seguradora deverá responder pelas despesas cobertas pelo contrato, respeitando os limites da apólice. A decisão foi proferida pela 1ª Vara Cível de Mafra, em Santa Catarina, e ainda cabe recurso.

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Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.