Caminhoneiros revelam por que estão com medo de ser parados pela PRF nas rodovias
O medo de ser parado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem virado motivo de reclamação entre caminhoneiros que trabalham nas rodovias brasileiras. Os relatos envolvem desde multas por equipamentos e acessórios até a maneira como alguns profissionais dizem ser tratados durante as abordagens.
Em abril de 2025, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) divulgou uma mobilização da Fenttrocar contra o que a entidade classificou como perseguição aos trabalhadores do transporte de cargas. Entre as denúncias apresentadas estavam possíveis casos de agressão e abuso de autoridade.
Nas redes sociais, caminhoneiros também reclamam das fiscalizações envolvendo buzinas, iluminação, acessórios instalados na cabine e outros itens dos veículos. A principal queixa é que algumas abordagens acabam trazendo prejuízos e atrasos para quem depende do caminhão para trabalhar.
Um caso que ganhou repercussão aconteceu em dezembro de 2024, em Picos, no Piauí. Um caminhoneiro que transportava melancias publicou um vídeo contestando uma fiscalização por excesso de peso e chegou a rasgar sua habilitação. A PRF apresentou outra versão, afirmando que havia irregularidades na carga e nos documentos apresentados.
A fiscalização de caminhões faz parte das atribuições da PRF, que pode verificar documentos, condições dos veículos e cumprimento das regras de trânsito. Porém, uma norma publicada pela própria corporação em maio de 2025 determina que os policiais priorizem o diálogo, a negociação e o uso proporcional da força durante as abordagens.
As denúncias feitas por motoristas e entidades representam relatos e acusações que precisam ser apurados individualmente. Não há dados apresentados que permitam afirmar que esse tipo de conduta seja praticado pela maioria dos agentes.
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