5 cavalos mecânicos têm menos potência do que muita gente imagina

Quem olha para um cavalo mecânico normalmente espera encontrar 400, 500 ou até mais de 600 cavalos de potência. Mas vários modelos conhecidos no Brasil trabalharam com números bem menores e ainda assim puxaram carreta por muito tempo.
Um dos exemplos é o Mercedes-Benz Axor 1933. O caminhão usa motor OM 926 LA de 7,2 litros, com 326 cv a 2.200 rpm e torque de 1.300 Nm. Dentro deste grupo, ele é realmente um dos que apresentam menor potência. O modelo podia trabalhar com diferentes tipos de implementos e ficou bastante conhecido no transporte rodoviário.
Ford e Volkswagen aparecem praticamente empatados. O Cargo 1933 saiu equipado com motor Cummins ISL 8.9 de seis cilindros, entregando 334 cv e torque de 1.300 Nm. Já o Volkswagen Constellation 19.330 Titan também usa um Cummins ISL, com 334 cv, mas chega a 1.450 Nm de torque.
A Scania também teve versões na casa dos 340 cv. O P 340 é um exemplo. A própria fabricante já ofereceu configurações do modelo com essa potência para operações que não exigiam os motores maiores encontrados em outros cavalos mecânicos da marca. A Scania chegou a indicar versões P 340 para trabalhos com CMT de até 66 toneladas.
Outro caminhão lembrado quando o assunto é potência mais baixa entre os pesados é o Mercedes-Benz Atron 1635. Ele entrega 345 cv com o motor OM 457 LA de aproximadamente 12 litros e torque de 1.450 Nm. A transmissão é manual ZF de 16 marchas. O modelo ficou marcado também por ter sido o último caminhão “bicudo” produzido no Brasil, com fabricação encerrada em 2020.
Curiosamente, olhando apenas para os números, o Atron 1635 não é o mais fraco desse grupo. Seus 345 cv superam Axor 1933, Cargo 1933, Constellation 19.330 e P 340. Por isso, uma comparação desse tipo precisa considerar também a época, a proposta de uso e a categoria de cada caminhão.
Hoje, cavalos mecânicos de 400, 450 e 500 cv ficaram bem mais comuns no transporte pesado, fazendo esses modelos antigos ou de entrada parecerem modestos quando colocados lado a lado com caminhões mais novos.
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