Motorista pode comer sem pagar em parada, enquanto passageiro desembolsa caro pela refeição
Durante viagens interestaduais de ônibus, muitos passageiros percebem uma diferença na hora da parada para almoço ou jantar. Enquanto o motorista pode ter a refeição paga pela empresa ou fornecida em um local conveniado, quem está viajando precisa tirar dinheiro do próprio bolso.
Em algumas convenções coletivas do transporte rodoviário, a alimentação do motorista já faz parte das condições de trabalho. Dependendo da empresa e da região, o profissional recebe diária, vale-refeição, reembolso ou consegue comer sem custo em determinados pontos de parada.
Para o passageiro, a conta é outra.
Relatos publicados em sites de reclamação mostram pessoas pagando R$ 50, R$ 60 e até valores próximos de R$ 100 por uma refeição em restaurantes usados como ponto de parada de ônibus.
Também aparecem queixas sobre lanches simples vendidos por preços bem acima do esperado. Em alguns casos, passageiros dizem que não encontram outra opção próxima e acabam comprando no próprio estabelecimento onde o ônibus estaciona.
O tempo curto da parada também pesa. Quando o motorista avisa que o ônibus ficará apenas 20 ou 30 minutos no local, sair em busca de um restaurante mais barato pode significar correr o risco de perder a viagem.
Esses pontos costumam ser escolhidos pelas empresas por oferecerem espaço para ônibus, banheiros, alimentação e estrutura para os motoristas descansarem durante o trajeto.
Nem toda empresa trabalha da mesma forma. Há casos em que o motorista recebe dinheiro para se alimentar e outros em que a refeição é oferecida diretamente no estabelecimento escolhido para a parada.
Para quem está no banco do passageiro, porém, o incômodo aparece quando a única opção disponível tem preços altos e não existe tempo suficiente para procurar outro lugar.
Em viagens longas, com parada para café, almoço e jantar, o gasto com alimentação pode aumentar bastante, principalmente para famílias que viajam juntas.
Comentários
0