Polônia e Alemanha precisam de mais de 100 mil caminhoneiros e brasileiros podem disputar vagas
A Polônia e a Alemanha enfrentam uma falta de caminhoneiros que já passa de 200 mil profissionais, segundo estimativas do setor de transporte. A dificuldade para encontrar motoristas tem levado transportadoras europeias a buscar trabalhadores em outros países, incluindo o Brasil.
Na Polônia, a falta é estimada entre 120 mil e 150 mil motoristas. Dados divulgados pela agência de notícias polonesa PAP, em julho de 2026, apontam que algumas transportadoras chegam a manter 20% da frota parada por não conseguir contratar profissionais.
A Alemanha também enfrenta dificuldades. Representantes do transporte rodoviário alemão estimam uma falta próxima de 100 mil caminhoneiros. O envelhecimento dos profissionais e a baixa entrada de jovens na profissão estão entre os motivos.
Brasileiros entram na mira das transportadoras
Com a falta de mão de obra, empresas europeias passaram a contratar motoristas de fora da União Europeia. Na Polônia, algumas transportadoras já trabalham com brasileiros, que precisam passar por processos de documentação e qualificação antes de assumir o volante.
Um dos exemplos é a transportadora lituana Girteka, que mantém programas de preparação para motoristas brasileiros antes do trabalho na Europa. Entre as exigências está a qualificação profissional conhecida como Código 95, necessária para determinadas atividades de transporte comercial.
Os salários variam conforme a empresa, o país e o tipo de operação. Na Polônia, levantamento do setor aponta remuneração líquida mediana próxima de 9 mil zlotys mensais, enquanto na Alemanha os valores dependem do contrato e da experiência do motorista.
O problema não se limita aos dois países. Um levantamento da União Internacional dos Transportes Rodoviários (IRU), divulgado em junho de 2026, identificou aproximadamente 502 mil postos de caminhoneiros não preenchidos na Europa. O número representa cerca de 13% da demanda por motoristas no continente.
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