Empresas de ônibus têm vagas abertas, mas salários oferecidos afastam novos motoristas
Empresas de ônibus de diferentes regiões do Brasil estão enfrentando dificuldades para contratar novos motoristas. Entre os motivos está a remuneração oferecida em algumas vagas, que pode não compensar a responsabilidade e a rotina de trabalho enfrentada pelos profissionais.
De acordo com a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), mais da metade das empresas do setor relata dificuldades para contratar motoristas. A informação foi divulgada pela entidade em maio de 2026.
Um exemplo aconteceu em Pará de Minas, em Minas Gerais, onde a empresa Turi informou, em setembro, que estava com 20 vagas abertas para motoristas. Na ocasião, a companhia oferecia salário inicial de R$ 2.376, além de benefícios, mas relatou que nenhum candidato havia aparecido nos dias anteriores.
O problema não está apenas no salário. Motoristas de ônibus precisam lidar diariamente com trânsito intenso, cobrança pelo cumprimento de horários, passageiros e a responsabilidade de transportar dezenas de pessoas. Dependendo da escala, o trabalho também inclui finais de semana e feriados.
Dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT), levantados em 2023, mostraram que 53,4% das empresas de transporte urbano pesquisadas apontavam carência de motoristas. A baixa atratividade da profissão também apareceu entre os obstáculos citados pelas empresas.
Para quem já possui CNH categoria D ou E, o valor do salário pode pesar bastante na hora de aceitar uma proposta. A exigência de experiência anterior e as condições de trabalho também acabam reduzindo o número de interessados em algumas seleções.
Enquanto as empresas procuram profissionais qualificados, a necessidade de completar as escalas de trabalho continua sendo uma dificuldade para parte do transporte coletivo brasileiro.
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