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Picanha mais distante, carne bovina pode subir 12,9% e pressiona promessa de Lula

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Picanha mais distante, carne bovina pode subir 12,9% e pressiona promessa de Lula

A carne bovina voltou a ocupar espaço no debate econômico e político do Brasil. O motivo está no preço. Depois de um primeiro semestre marcado por alta em praticamente todos os cortes, novas projeções indicam que o consumidor ainda pode encontrar valores mais salgados nos açougues e supermercados até o fim de 2026.

A previsão mais forte aponta avanço de 12,9% para a carne bovina no acumulado do ano. O movimento é puxado por uma combinação de fatores que começa no campo e chega direto ao prato. A oferta de gado ficou mais ajustada, o abate de fêmeas em anos anteriores reduziu a recomposição do rebanho e a demanda externa segue forte, principalmente em mercados que compram grandes volumes do Brasil.

No bolso do consumidor, o reflexo já apareceu. Dados do IPCA-15 mostram que a picanha subiu 10,66% entre janeiro e junho de 2026. O peito bovino teve alta de 10,90%, enquanto o filé-mignon avançou 10,22%. Cortes mais presentes na rotina, como acém, costela, músculo e coxão mole, também ficaram mais caros.

Esse cenário reacende uma frase que marcou a campanha de Lula em 2022. Na época, o então candidato afirmou que o povo precisava voltar a comer churrasquinho, picanha e tomar cervejinha. A fala virou símbolo de recuperação do poder de compra, mas a alta recente da carne coloca essa promessa sob nova pressão.

No campo, o boi gordo também mostra força. O Cepea registrou média de R$ 347,59 por arroba em junho, valor acima do início do ano. Em abril, a média chegou a R$ 365,93 em termos reais, em um período de virada da safra para a entressafra. Já no mercado futuro, contratos para janeiro de 2027 foram negociados acima de R$ 361 por arroba, sinalizando expectativa de preços firmes mais adiante.

Para o consumidor, a consequência é simples: a carne bovina tende a continuar disputando espaço com frango, suíno e ovos na hora da compra. A picanha, que virou símbolo político e item de desejo no churrasco brasileiro, segue mais distante de parte das famílias justamente no momento em que o preço dos alimentos volta a ganhar força.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.