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Coxão mole a R$ 65 faz brasileiro passar 2 meses sem carne e expõe aperto para quem vive com salário mínimo

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Coxão mole a R$ 65 faz brasileiro passar 2 meses sem carne e expõe aperto para quem vive com salário mínimo

Um vídeo gravado por um consumidor brasileiro reacendeu a discussão sobre o preço da carne bovina no país. No registro, ele afirma que ficou dois meses sem comprar carne de boi e mostra o quilo do coxão mole sendo vendido a R$ 65. A fala ganhou força porque mistura indignação, desabafo e uma realidade conhecida por muitas famílias: a carne voltou a ocupar um espaço cada vez menor no carrinho de compras.

O ponto central do relato não é a escolha por economia extrema, mas a perda de poder de compra. Para quem recebe salário apertado, pagar R$ 65 em apenas um quilo de carne significa abrir mão de outros itens básicos da casa. O consumidor ainda reclama que, sem acompanhamento mais rígido nos preços e nas condições de venda, parte dos comerciantes acaba elevando valores além do que a população consegue bancar.

A pressão no bolso aparece também nos dados oficiais. Em maio de 2026, o IBGE apontou que o grupo Alimentação e bebidas teve a maior variação do IPCA, com alta de 1,33%. Dentro da alimentação consumida em casa, as carnes subiram 1,39% no mês, mantendo a sensação de encarecimento no açougue e no supermercado.

No campo, o preço da carne bovina também sofre influência de fatores que vão além do balcão. O Cepea informou que as exportações de carne bovina in natura bateram recorde no primeiro trimestre de 2026, com 701,6 mil toneladas embarcadas, volume 19,7% maior que o mesmo período de 2025. Com demanda externa forte e oferta mais limitada de animais prontos para abate em parte do ano, o preço no mercado interno fica mais sensível.

Mesmo quando há recuo pontual na arroba, a queda nem sempre chega rápido ao consumidor. Entre o boi no campo, o frigorífico, a logística, o varejo e a margem do comércio, o valor final pode continuar alto por semanas. Por isso, um corte comum, antes visto como opção do dia a dia, aparece em algumas prateleiras com preço de carne mais nobre.

O relato do consumidor resume uma mudança sentida dentro de casa. A carne bovina deixou de ser compra automática para muita gente e virou item planejado, substituído por frango, ovo, linguiça, carne suína ou promoções de fim de feira. No fim do mês, o que decide não é vontade de comer carne, mas quanto ainda cabe no orçamento.

Clique aqui para assistir ao vídeo.

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    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.