Combustível

Gasolina vai ficar mais cara? o que muda agora com o fim do subsídio do governo

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Gasolina

A partir da próxima semana, vai tirar o pé do acelerador no subsídio que vinha segurando o preço da gasolina. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou ontem que o auxílio de R$ 0,44 por litro acaba de vez, depois de dois meses tapando o buraco causado pela alta do petróleo lá fora.

Esse dinheiro extra era jogado direto nos cochos das refinarias para não deixar a gasolina estourar nos postos. Agora, com a queda do barril lá fora o Brent já caiu de US$ 96 para US$ 71 em junho muita gente acha que o preço na bomba vai cair também. Mas será que vai mesmo?

Ontem mesmo, a Petrobras já deu um passo atrás no diesel, cortando R$ 0,35 no preço do litro do diesel A. Só que, na prática, o governo tirou o subsídio e a estatal jogou a redução no preço. Ou seja, o motorista não sentiu diferença nenhuma. Com a gasolina, a história pode ser parecida: o corte no combustível lá fora pode segurar a alta, mesmo sem o dinheiro do governo.

Petróleo em queda, mas o perigo ainda está no ar

O barril está caindo porque os EUA e o Irã estão perto de fechar um acordo de paz. Isso significa que os navios podem voltar a circular livremente pelo Estreito de Ormuz, um dos pontos mais quentes do mundo quando o assunto é petróleo. Só que, como dizem os analistas, qualquer tropeço nessas negociações e o preço volta a disparar num piscar de olhos.

O banco japonês MUFG já avisaram: a coisa ainda está complicada. O Irã não vai abrir mão fácil do seu programa nuclear, e o Estreito de Ormuz continua sendo um barril de pólvora. Enquanto isso, aqui no Brasil, a Petrobras já avisou que vai acompanhar de perto. Se o petróleo cair mais lá fora, a gasolina pode até baixar. Mas se o acordo desandar, prepare o bolso.

Nos EUA, o presidente Donald Trump até comemorou a queda nos preços lá, mas reclamou que ainda está devagar. Ele falou que em breve a gasolina deve voltar aos patamares de baixa que a galera já esqueceu. Por aqui, a gente só pode esperar para ver se o governo vai deixar a Petrobras repassar toda a queda ou se vai meter a mão de novo no bolso do contribuinte.

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    Sobre o autor

    Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.