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Greve dos caminhoneiros

Caminhoneiros anunciam paralisação em SP: o que se sabe até agora sobre a possível greve

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Greve dos caminhoneiros

Quem pesquisa se vai ter greve dos caminhoneiros encontra um cenário que ainda está em definição. Até este momento, o que existe é uma paralisação anunciada por caminhoneiros autônomos ligados ao Porto de Santos (SP), como forma de pressionar o Senado a votar a Medida Provisória nº 1.343/2026, conhecida como MP do Piso do Frete.

A decisão foi tomada em assembleia realizada por entidades da Baixada Santista. A mobilização tem previsão de começar no dia 13 de julho e poderá ganhar adesão de outros estados caso a proposta continue fora da pauta do Senado. Entre os locais citados por lideranças da categoria estão Goiás, Mato Grosso e Tocantins.

O principal motivo do protesto é o prazo de validade da medida provisória. Se ela não for aprovada pelo Senado até 16 de julho, perderá a validade. A proposta cria mecanismos mais rígidos para impedir a contratação de fretes abaixo do piso mínimo estabelecido pela ANTT, além de ampliar a fiscalização e aumentar as penalidades para quem descumprir a lei.

Nos últimos dias, vídeos de caminhoneiros começaram a circular nas redes sociais convocando colegas para manter os caminhões parados. Em uma das gravações, representantes da categoria responsabilizam diretamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, caso a votação não aconteça dentro do prazo. O discurso é de que a categoria está mobilizada para defender uma pauta considerada importante para os transportadores autônomos.

Apesar da repercussão, não há confirmação de uma greve nacional neste momento. O movimento anunciado começou em São Paulo e depende da adesão de outras entidades espalhadas pelo país. Até agora, não existe um comunicado oficial informando que toda a categoria irá interromper as atividades simultaneamente.

A preocupação existe porque o Brasil já viveu uma grande paralisação em 2018, quando bloqueios em rodovias provocaram desabastecimento de combustíveis, alimentos e medicamentos. Desta vez, porém, o foco da mobilização é diferente: a reivindicação gira em torno da manutenção das regras do piso mínimo do frete.

Os próximos dias serão decisivos. Se a MP entrar na pauta e for aprovada pelo Senado antes do dia 16, a tendência é que a pressão diminua. Caso contrário, novas assembleias poderão definir a ampliação das paralisações, aumentando a possibilidade de impactos no transporte de cargas em diferentes regiões do Brasil.

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    Sobre o autor

    Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.