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Caminhoneiro

Parcela de caminhão novo pode ser quase cinco vezes maior que o salário do carreteiro

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Uma transportadora pode pagar mensalmente muito mais pela prestação do caminhão do que pelo salário-base do motorista responsável por conduzir o veículo.

Um Volvo FH 540 6×2 zero-quilômetro, por exemplo, tinha valor de referência próximo de R$ 1,108 milhão em julho de 2026. O preço muda conforme versão, negociação, equipamentos e implemento escolhido.

Para empresas do transporte rodoviário, o programa BNDES Mais Mobilidade permite financiar até 100% dos itens e oferece prazo de até 60 meses, incluindo o período de carência. As condições finais dependem da análise do banco e das garantias apresentadas.

Em uma conta simples, dividindo R$ 1,108 milhão por 60 meses, a transportadora teria um custo de aproximadamente R$ 18,4 mil por mês, antes de juros, seguros e outras tarifas.

Mesmo com uma entrada de 20%, o valor restante dividido pelo mesmo prazo ficaria perto de R$ 14,7 mil mensais, também sem considerar os juros do financiamento.

Enquanto isso, uma convenção coletiva válida em 2026 estabeleceu piso de R$ 3.008 para condutores de carreta, treminhão e bitrem. O documento deixa claro que horas extras, adicional noturno, prêmios, férias, 13º salário e FGTS não estão incluídos nesse valor.

Comparação mensal

  • Parcela sem entrada e sem juros: cerca de R$ 18,4 mil
  • Parcela com entrada de 20% e sem juros: cerca de R$ 14,7 mil
  • Piso salarial do motorista: R$ 3.008

Com entrada de 20%, a parcela básica seria quase cinco vezes maior que o piso do motorista. Sem entrada, passaria de seis salários.

A comparação considera somente o salário-base. Para a transportadora, o custo completo do funcionário também envolve encargos, benefícios, horas extras, diárias e outros pagamentos. Já o caminhão traz despesas com combustível, pneus, manutenção, seguro, impostos e pedágios.

Na prática, a empresa pode destinar mais de R$ 14 mil por mês ao financiamento do veículo enquanto paga perto de R$ 3 mil como salário-base para quem enfrenta a estrada e mantém o caminhão produzindo.

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    Sobre o autor

    Nascido em Ceilândia e criado no interior de Goiás, sou especialista em transporte terrestre e formado em Logística. Com ampla experiência no setor, dedico-me a aprimorar processos de transporte e logística, buscando soluções eficientes para o setor.