Pular para o conteudo
Noticias

Crise na Volkswagen ameaça fábricas e até 100 mil postos de trabalho

3 minutos de leitura
Crise na Volkswagen ameaça fábricas e até 100 mil postos de trabalho
Publicidade

A Volkswagen prepara uma das maiores mudanças de sua história, com redução de fábricas, modelos e custos. Informações divulgadas pela Reuters apontam que o plano em análise pode atingir até 100 mil postos de trabalho dentro do grupo alemão.

O número, porém, ainda não foi confirmado oficialmente pela montadora. A estimativa foi revelada por fontes próximas às discussões internas. A Volkswagen também não anunciou que 100 mil trabalhadores serão demitidos de uma só vez. Parte das vagas pode desaparecer por aposentadorias, acordos voluntários, transferências e pela decisão de não contratar substitutos.

A empresa já possui um acordo para reduzir mais de 35 mil postos de trabalho em suas unidades alemãs até 2030. O documento, fechado em dezembro de 2024 com representantes dos funcionários, prevê uma redução considerada socialmente responsável, sem uma onda imediata de demissões obrigatórias.

A possibilidade de chegar aos 100 mil empregos surgiu durante a preparação de um plano mais pesado. Segundo a Reuters, a direção avalia até o fechamento ou redução das atividades de quatro fábricas na Alemanha, localizadas em Hanover, Emden, Zwickau e Neckarsulm. Trabalhadores e sindicatos já realizaram protestos contra essas medidas.

A Volkswagen confirmou que vai diminuir sua quantidade de modelos em até 50%. O número de versões, equipamentos e configurações disponíveis poderá cair até 75%. A capacidade anual de produção do grupo também deverá passar de cerca de 10 milhões para 9 milhões de veículos.

A pressão aumentou após a queda dos resultados financeiros. No primeiro semestre de 2026, o grupo registrou lucro operacional de 5,9 bilhões de euros, baixa de 11,6% na comparação anual. Foram vendidos 4 milhões de veículos, quantidade 8,4% menor que a registrada no mesmo período de 2025.

A disputa com as marcas chinesas também pesa. O mercado automotivo da China caiu 20%, enquanto fabricantes locais ampliaram as exportações de carros mais baratos e tecnológicos para a Europa. Tarifas comerciais, custos altos nas fábricas alemãs e gastos com software e eletrificação completam a conta.

A própria Volkswagen informou que sua margem operacional ficou em 3,8% no primeiro semestre, nível considerado baixo pela direção. A empresa pretende cortar despesas administrativas, diminuir estruturas internas e concentrar a produção nas fábricas que apresentarem os menores custos.

Até agora, o que está confirmado é a redução de mais de 35 mil empregos na Alemanha até 2030. O total de 100 mil vagas continua sendo uma possibilidade discutida dentro da reestruturação e dependerá da aprovação do conselho, além das negociações com sindicatos e representantes dos trabalhadores.

Publicidade

Comentários

0

    Sobre o autor

    Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.