Rio Grande do Norte pode contratar quase 3 mil caminhoneiros com sálario de R$ 3 mil

O Rio Grande do Norte tem espaço para aumentar o número de caminhoneiros trabalhando com carteira assinada. Um levantamento da Agência Nacional de Transportes Terrestres, com dados da RAIS, mostrou que o estado tinha 6.805 motoristas de caminhão com vínculo formal em 2024. A remuneração mediana naquele levantamento era de R$ 2.683 por mês.
Esse número ajuda a ter uma ideia do tamanho da profissão no estado, mas não inclui todo mundo que vive da estrada. Caminhoneiros autônomos e outras formas de prestação de serviço podem ficar fora dessa conta, já que o levantamento da RAIS usado pela ANTT olha principalmente para os vínculos formais de emprego.
Para 2026, os valores negociados para trabalhadores do transporte rodoviário de cargas no RN estão maiores. A convenção registrada no Ministério do Trabalho colocou o piso de motorista de caminhão 3/4, toco, truck e caçamba em R$ 2.478. Para motorista de carreta, o valor chega a R$ 2.794, enquanto o motorista de bitrem tem salário-base de R$ 3.054. Funções mais específicas podem pagar ainda mais.
Na busca por emprego já aparecem sinais de contratação. Uma consulta recente no Jooble mostrava 87 vagas relacionadas a motorista de caminhão no Rio Grande do Norte. Esse total não deve ser tratado como número oficial de vagas existentes no estado, porque anúncios podem ser repetidos, retirados ou publicados a qualquer momento. Mesmo assim, mostra que empresas seguem procurando profissionais.
O movimento nacional também continua grande. Em 2025, empresas brasileiras fizeram 534.972 admissões de motoristas de caminhão, segundo dados do Novo Caged analisados pela ANTT. O órgão alerta que admissões não significam crescimento igual no total de trabalhadores, pois também existem desligamentos durante o período.
Tomando os 6.805 empregos formais do RN apenas como base de comparação, um crescimento de 5% no quadro representaria cerca de 340 motoristas a mais. Se a expansão chegasse a 10%, seriam aproximadamente 681 novos postos. Esses dois números são uma simulação, não uma previsão de contratação.
O próprio mercado já dá sinais de procura em cidades como Natal, Parnamirim, Macaíba e Mossoró, onde aparecem oportunidades para caminhão, truck, transporte de mercadorias, auto-tanque e equipamentos pesados
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