Faltam caminhoneiros e estado tem quase 8 mil veículos parados e vagas chegam a R$ 8 mil

Santa Catarina está enfrentando dificuldade para encontrar motoristas profissionais e o tamanho do problema já aparece dentro das transportadoras. Uma estimativa divulgada pelo setor aponta que quase 8 mil caminhões estão parados no estado simplesmente porque não há motorista disponível para assumir o volante.
O número foi apresentado por Lorisvaldo Pilco, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Sul de Santa Catarina (Setransc). Segundo ele, o levantamento foi feito a partir de informações dos sindicatos ligados ao transporte de cargas no estado.
Na prática, são milhares de veículos que poderiam estar transportando mercadorias, mas seguem fora das estradas. Para quem possui CNH compatível e experiência com caminhão pesado, Santa Catarina virou um mercado que merece atenção.
O salário também mostra essa procura.
Dados atualizados pelo Indeed em agosto de 2026 apontam que um motorista de carreta recebe salário-base médio de cerca de R$ 3.624 por mês em Santa Catarina, aproximadamente 5% acima da média nacional apresentada pela própria plataforma. O levantamento considera mais de 200 salários informados.
Só que algumas ofertas passam bastante desse valor.
Uma vaga recente para motorista de carreta folguista em Concórdia apresentava pagamento entre R$ 3 mil e R$ 5 mil mensais. Em Brusque, outra oportunidade aparecia com salário entre aproximadamente R$ 3,6 mil e R$ 3,8 mil.
Para quem possui qualificação para operações mais pesadas, os valores podem subir ainda mais. Uma oportunidade para motorista de caminhão bitrem com MOPP, em Joinville, anunciava remuneração entre R$ 5 mil e R$ 8 mil por mês.
Há empresas em que a média informada também está acima do mercado. Dados publicados pelo Indeed sobre uma transportadora catarinense apontam média de aproximadamente R$ 5.745 mensais para motorista de carreta, com valores registrados chegando a R$ 8.700.
Os valores mudam bastante conforme tipo de caminhão, rota, experiência, categoria da CNH e adicionais pagos pela transportadora. Em algumas operações ainda entram diárias, produtividade, horas extras e outros benefícios.
A falta de profissionais já chegou ao ponto de caminhões permanecerem estacionados enquanto as empresas procuram alguém habilitado para trabalhar. Para o setor catarinense, a dificuldade maior está justamente em colocar novos motoristas na boleia e manter os profissionais mais experientes na atividade.
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