Correios reduzem prejuízo, mas rombo em 2026 já passa de R$ 5,5 bilhões

Os Correios fecharam o segundo trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 2,39 bilhões. O número ainda é alto, mas ficou abaixo dos R$ 3,16 bilhões perdidos nos primeiros três meses do ano. Na comparação entre os dois trimestres, a redução foi de 24,4%.
O balanço também mostra uma pequena melhora quando o resultado é colocado lado a lado com o mesmo período de 2025. Entre abril e junho do ano passado, a estatal havia registrado perda de R$ 2,53 bilhões. Desta vez, o prejuízo caiu 5,5%.
A melhora trimestral, porém, não tirou o peso das contas no acumulado de 2026. Somando janeiro a junho, os Correios chegaram a R$ 5,55 bilhões em prejuízo. No primeiro semestre de 2025, a perda havia sido de R$ 4,26 bilhões, mostrando que o rombo acumulado neste ano continua maior.
A receita líquida de vendas e serviços também ajuda a mostrar o tamanho da dificuldade. No segundo trimestre, entraram R$ 4,01 bilhões, contra R$ 4,24 bilhões no mesmo período do ano passado, uma queda de 5,41%. Em relação ao primeiro trimestre de 2026, quando a receita ficou em R$ 3,86 bilhões, houve alta de 3,8%.
Os próprios Correios informaram que os números aparecem em meio ao plano de reestruturação da empresa. A estatal vem revendo despesas e contratos, reorganizando áreas internas e tentando aumentar a entrada de dinheiro. Segundo a companhia, o desempenho ainda foi afetado por despesas financeiras, contingências judiciais e precatórios.
Outro ponto que pesa nessa conta é o endividamento. No fim de 2025, os Correios conseguiram uma operação de crédito de R$ 12 bilhões, com garantia da União, para reforçar o caixa, alongar dívidas e regularizar compromissos de curto prazo. O governo também assumiu compromisso de fazer um aporte de R$ 6 bilhões até o fim de 2027.
Apesar da redução do prejuízo entre o primeiro e o segundo trimestre, a estatal ainda fecha suas contas no vermelho. A diferença é que o ritmo das perdas diminuiu nos três meses mais recentes, enquanto a receita apresentou alguma recuperação na comparação com o começo do ano.
As demonstrações financeiras do segundo trimestre foram divulgadas pelos Correios no sábado, 29 de agosto. A empresa mantém a revisão de despesas e contratos e tenta ampliar receitas enquanto trabalha para reduzir o prejuízo acumulado.
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