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Compra de R$ 1.200 e R$ 420 em impostos? A conta que está irritando consumidores

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Compra de R$ 1.200 e R$ 420 em impostos? A conta que está irritando consumidores
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Uma compra de supermercado no valor de R$ 1.200 já pesa bastante no orçamento de uma família. Mas uma imagem que circula nas redes sociais colocou outro número no meio dessa conta: cerca de R$ 420 do valor seriam relacionados a impostos.

Se considerada essa estimativa, os tributos representariam aproximadamente 35% do total da compra. Isso significa que, numa conta de R$ 1.200, o equivalente a mais de um terço do valor estaria ligado à tributação calculada sobre os produtos.

Só que existe um detalhe que precisa ser explicado. Não dá para afirmar que toda compra de R$ 1.200 tenha exatamente R$ 420 de impostos. O percentual muda bastante conforme aquilo que foi colocado no carrinho. Arroz, carne, refrigerante, produtos de limpeza, higiene pessoal e bebidas, por exemplo, podem ter tratamentos tributários diferentes.

A própria legislação brasileira determina que documentos fiscais tragam ao consumidor uma informação aproximada sobre os tributos federais, estaduais e municipais que influenciam o preço dos produtos. A Lei nº 12.741 estabelece ainda que essa apuração seja feita considerando cada mercadoria ou serviço.

É justamente essa parte da nota que costuma surpreender quem resolve olhar o cupom com mais atenção. O consumidor passa no caixa, paga R$ 200, R$ 500 ou R$ 1.200 e encontra uma estimativa de quanto daquele dinheiro está relacionado aos tributos embutidos nos preços.

Para quem vive com salário apertado, R$ 420 tem outro peso. É dinheiro que poderia representar mais alimentos, combustível, conta de luz ou parte de uma prestação. E não existe a opção de retirar simplesmente o imposto do carrinho: ele já está dentro do preço cobrado.

O Brasil também está passando pela implantação da Reforma Tributária do Consumo. Em 2026, CBS e IBS estão em período de teste e fazem parte de uma transição que seguirá pelos próximos anos. Segundo a Receita Federal, mudanças maiores começam em 2027, enquanto a substituição gradual de ICMS e ISS pelo IBS ocorrerá entre 2029 e 2032.

A reforma também prevê tratamento diferente para alguns alimentos. A legislação criou a Cesta Básica Nacional de Alimentos, com produtos que terão alíquota zero de IBS e CBS conforme as regras da Lei Complementar nº 214.

Por enquanto, a imagem dos R$ 1.200 serve principalmente para expor uma pergunta que aparece toda vez que o brasileiro compara salário, preço do supermercado e tributos: depois de pagar imposto no consumo e em tantas outras despesas do mês, quanto realmente sobra no bolso?

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Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.