Novo piso do frete entra em estudo após ANTT ouvir caminhoneiros

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) encerrou em agosto uma nova etapa de coleta de informações para atualizar os estudos usados no cálculo do piso mínimo do frete rodoviário. Caminhoneiros autônomos, empresas e cooperativas puderam informar quanto realmente gastam para manter uma operação nas estradas.
A pesquisa de custos recebeu contribuições até 21 de agosto. Entre as despesas analisadas estão combustível, pneus, manutenção do caminhão, mão de obra, alimentação, hospedagem, lavagem e seguros. Também foram solicitados dados sobre idade do veículo, quantidade de eixos, consumo de combustível, quilômetros rodados e número de viagens.
Podiam participar Transportadores Autônomos de Cargas (TAC), autônomos agregados, Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas (ETC) e cooperativas. Segundo a ANTT, as informações serão usadas exclusivamente para estudos técnicos e estatísticos ligados à metodologia dos pisos mínimos.
O trabalho não terminou no dia 21. Em outro processo, a agência abriu a Tomada de Subsídios nº 003/2026, que recebeu informações técnicas entre 17 e 26 de agosto. Essa etapa também faz parte da revisão da metodologia e dos coeficientes utilizados no cálculo do frete mínimo.
A conta tem peso direto no bolso de quem vive do caminhão. Hoje, o piso considera custos fixos e variáveis da operação. A fórmula leva em conta a distância percorrida, o custo de deslocamento e o custo relacionado ao período de carga e descarga. Lucro, impostos e algumas despesas administrativas ficam fora do piso e são negociados entre transportador e contratante.
Na atualização aprovada em julho de 2026, a ANTT considerou uma variação acumulada de 3,54% do IPCA e adotou R$ 6,97 como preço de referência do diesel S10. Os novos dados enviados pelo setor agora ampliam a base usada pela agência para estudar futuras revisões.
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