Governo reajusta Bolsa Família em 15%, enquanto mínimo tem alta prevista de 7,4%
O reajuste anunciado pelo governo Lula para o Bolsa Família colocou dois números lado a lado. O valor mínimo do programa vai passar de R$ 600 para R$ 691, uma alta de pouco mais de 15%. Já o salário mínimo previsto para 2027 está em R$ 1.741, contra os atuais R$ 1.621.
No caso do salário mínimo, isso representa uma alta nominal de aproximadamente 7,4%. A estimativa aparece no Projeto de Lei Orçamentária de 2027 enviado pelo governo ao Congresso no fim de agosto. O valor ainda não é definitivo, pois depende da inflação considerada no cálculo final.
Uma previsão anterior, divulgada em abril, apontava o mínimo em R$ 1.717, aumento de 5,9%. É daí que vem a comparação próxima dos 6%. Depois, com a atualização das projeções de inflação, o governo elevou a estimativa para R$ 1.741.
O Bolsa Família teve uma mudança maior. O reajuste de aproximadamente 15% eleva o piso para R$ 691 por família. O aumento anunciado em setembro não estava incluído na proposta original do Orçamento de 2027, que havia sido encaminhada ao Congresso mantendo o benefício sem correção.
Com a mudança, o gasto adicional estimado com o Bolsa Família será de cerca de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22,7 bilhões em 2027. O programa atende aproximadamente 19,3 milhões de famílias.
Os dois percentuais, porém, não são calculados da mesma maneira. O salário mínimo segue uma política de valorização que considera inflação e crescimento econômico. Para 2027, o governo informou uma projeção de 4,93% para o INPC, somada a 2,3% de aumento real.
Assim, para trabalhadores que recebem exatamente o piso nacional, a previsão atual é de R$ 120 a mais por mês, levando o mínimo de R$ 1.621 para R$ 1.741. No Bolsa Família, o piso aumenta R$ 91, passando de R$ 600 para R$ 691.
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