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Compras para virar o mês pesam no bolso e brasileiro sente diferença no mercado

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Compras para virar o mês pesam no bolso e brasileiro sente diferença no mercado
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Chegar aos últimos dias do mês e precisar voltar ao supermercado virou uma conta difícil para muita gente. Leite, pão, carne, frutas e itens básicos da casa entram no carrinho enquanto boa parte do salário já foi usada com aluguel, energia, água, transporte e outras despesas.

Os números mostram por que essa sensação ainda aparece no bolso. Em agosto de 2026, a cesta básica ficou mais barata em 25 das 27 capitais pesquisadas pelo DIEESE em parceria com a Conab. Mesmo com a queda mensal, na comparação com agosto do ano passado os preços estavam maiores em 25 capitais.

Em São Paulo, por exemplo, a cesta básica chegou a R$ 900,59, o maior valor entre as capitais analisadas. Cuiabá apareceu com R$ 851,57, seguida pelo Rio de Janeiro, com R$ 851,19, e Florianópolis, com R$ 850,90.

O problema aparece com mais força quando faltam poucos dias para receber novamente. É nessa hora que pequenas compras começam a pesar: um pacote de café, leite, mistura para o almoço, pão e produtos de limpeza podem consumir rapidamente o dinheiro que restou.

Apesar de alguns alimentos terem ficado mais baratos recentemente, outros continuam acumulando alta. Entre dezembro de 2025 e agosto de 2026, todas as capitais pesquisadas registraram aumento no custo da cesta básica. A variação ficou entre 2,82%, em Brasília, e 12,29%, em Porto Velho.

Para quem recebe salário mínimo, a diferença é ainda mais sentida. O piso nacional em 2026 é de R$ 1.621. Segundo o DIEESE, considerando o custo da cesta de São Paulo e outras despesas previstas para uma família de quatro pessoas, o salário mínimo necessário em agosto seria de R$ 7.565,86.

Com isso, a compra de reposição feita para “virar o mês”, que antes podia incluir algumas escolhas extras, acaba ficando cada vez mais concentrada no básico. O consumidor troca marcas, reduz quantidades e deixa alguns produtos para depois quando a conta passa do limite disponível.

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Sobre o autor

Um amante de veículos pesados devido grande influência do pai. Aos 7 anos de idade o seu maior sonho era ser motorista de transporte coletivo, no entanto, no ano de 2014 ingressou em uma empresa de transporte coletivo, como jovem aprendiz onde juntamente com seu amigo de trabalho fundou o Brasil do Trecho.