Regra do insulfilm mudou e vidro traseiro pode ficar mais escuro, veja os limites
Motoristas que gostam de deixar os vidros do carro mais escuros precisam prestar atenção a uma mudança que ainda gera dúvida. O CONTRAN retirou o antigo limite mínimo de 28% de passagem de luz para alguns vidros do veículo, mas isso não significa que qualquer película esteja liberada no carro inteiro.
A alteração foi feita pela Resolução CONTRAN nº 989/2022 e passou a valer em 2 de janeiro de 2023. A norma modificou a Resolução nº 960/2022 e permitiu transmitância inferior ao antigo limite nos vidros que não fazem parte da área considerada necessária para a visão do motorista, desde que o veículo tenha retrovisores externos dos dois lados.
Na prática, os vidros laterais traseiros e o vidro traseiro podem ficar bem mais escuros. É justamente aí que entram películas conhecidas comercialmente como G20 e G5, dependendo das características do vidro original e do produto instalado.
Na frente a história é diferente. O para-brisa e os vidros laterais dianteiros continuam precisando apresentar pelo menos 70% de transmitância luminosa. A medição considera o conjunto formado pelo próprio vidro e pela película, e não somente a especificação informada pelo fabricante do insulfilm.
Isso significa que simplesmente colocar uma película anunciada como “G70” não garante que o carro ficará dentro da regra. Se o vidro original já tiver alguma tonalidade, o resultado final poderá ficar abaixo dos 70% exigidos.
A mudança derrubou o antigo percentual mínimo de 28% para os vidros que não interferem na dirigibilidade. O texto atual estabelece que esses vidros podem apresentar índice menor quando o veículo possui espelhos retrovisores externos nos dois lados.
Outra restrição continua valendo: películas refletivas ou espelhadas não são permitidas. A fiscalização também pode verificar a transmitância luminosa com equipamento específico quando houver dúvida sobre a regularidade dos vidros.
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