
Com o aumento do diesel desacerbado em 2021, muitos estipulam uma nova greve da categoria. A alta acumulada no ano já chega em 40%, sendo o último reajuste de 3,7%. Com tudo isso, o risco é pequeno de uma greve como vimos em 2018.
Uma nova data de paralisação está sendo marcada para o próximo dia 25 de Julho, onde os transportadores autônomos estão dispostos a cruzarem os braços. As chances para uma outra frustração é grande, principalmente depois do lançamento do programa Gigantes do asfalto do governo federal, que visa apoio aos profissionais da estrada. Caminhoneiros a favor temem que se faça como a paralisação de fevereiro deste ano, que não obteve êxito.
A paralisação não é vista com bons olhos pela maioria das lideranças e representantes sindicais. O caminhoneiro Janderson Maçaneiro, conhecido como Patrola, mostra sua opinião sobre o assunto:
“Essa tentativa de paralisação é absurda, coisa sem nexo, é uma tremenda palhaçada. Tem muito caminhoneiro insatisfeito, mas só um ou outro disposto a uma paralisação”
A então paralisação apontada, perde força por ser marcada pela mesma confederação que anunciou o movimento para o dia 1º de fevereiro, CNTRC, entidade presidida por Plinio Dias, criada recentemente onde não encontra diálogo e respeito por parte da categoria.
Outro líder muito conhecido dos caminhoneiros, Aldacir Cadore, é contra a paralisação e a nova entidade. Ele afirma:
“Não reconheço o Plínio como líder. E todos os caminhoneiros que conheço também não o reconhecem.”
“Querendo ou não, nossa situação está crítica. Mas marcaram uma greve para ganhar dinheiro, não tem adesão. Se fizer greve, acaba com o país mais do que já está acabado e cria uma crise pior ainda.”
Líderes afirmam que encontram abertura de diálogo com o governo e que as medidas pautadas estão sendo integradas através das propostas do programa Gigantes do asfalto. “Conversamos com o ministro (da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas) no WhatsApp. Ele próprio liga para muitos de nós”, diz o líder Patrola.
A CNTA, principal entidade que representa os caminhoneiros, deprecia qualquer possibilidade de greve ou paralisação.“Eles não têm o que entregar, não têm consistência. Se não conseguem representar os interesses dos caminhoneiros, não são representantes por direito. Muitos têm agenda comercial paralela que vão dar resultado não para o caminhoneiro, mas para o interesse próprio de cada um deles.” Diz o assessor executivo da CNTA, Marlon Maues.
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