Boi solto reaparece após morte de idoso em bairro rural de SP

Um touro envolvido na morte de um idoso de 69 anos voltou a deixar moradores apreensivos na área rural de Várzea Paulista, no interior de São Paulo. O animal, de grande porte, teria atacado José, conhecido na vizinhança, enquanto ele estava na rua conduzindo algumas vacas perto de casa.
O ataque aconteceu há cerca de dois meses, mas o medo ainda faz parte da rotina de quem mora no bairro Ivoturucaia. Moradores relatam que o boi continua sendo visto solto em alguns momentos, principalmente quando é levado a pé pelo dono para áreas de pasto e brejo próximas da região.
José chegou a ser socorrido e levado ao hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos. Pessoas que moram perto do local afirmam que o animal já causava receio antes da morte do idoso, por circular sem contenção adequada em uma área onde há casas, trabalhadores rurais e famílias que precisam sair todos os dias.
Uma moradora que trabalha como caseira no antigo terreno de José contou que o medo aumentou depois do ataque. Ela relatou que, em uma das vezes, o boi ficou parado em frente ao portão, impedindo a saída de casa. Outra vizinha, que ajudou no socorro ao idoso, disse que o dono do animal não mudou a rotina de transporte do boi, mesmo após a tragédia.
A região tem características rurais, com chácaras, sítios e trechos de circulação simples. Por isso, a presença de um animal desse porte solto perto das casas muda completamente a rotina dos moradores. A maior preocupação é não saber quando o boi pode aparecer de novo na porta de uma residência ou no caminho usado por quem vai trabalhar.
Relatos de moradores indicam que a polícia já teria ido até a casa do dono do animal. Mesmo assim, o boi ainda seria visto nas ruas do bairro em algumas ocasiões. A prefeitura de Várzea Paulista foi procurada pela equipe que acompanhou o caso, mas ainda aguardava retorno no momento da apuração.
Pela legislação brasileira, o responsável por um animal pode ser obrigado a reparar danos causados por ele, salvo em situações específicas previstas em lei. No bairro, a cobrança principal dos moradores é por uma medida que impeça o boi de circular solto novamente.
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